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Ouro fecha em forte queda e atinge mínima do ano

Metal precioso recuou na Comex em meio à piora do sentimento dos investidores, avanço do dólar e temores inflacionários nos EUA.

Estadao Conteudo 10/06/2026
Ouro fecha em forte queda e atinge mínima do ano
Ouro fecha em forte queda e atinge mínima do ano - Foto: © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O nosso ouro encerrou a sessão desta quarta-feira, 10, em forte queda, atingindo o menor valor desde novembro de 2025. Uma nova rodada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã manteve as elevações elevadas na região e ampliou as incertezas sobre o futuro das negociações.

O mercado também avaliou os impactos do cenário geopolítico, em conjunto com os dados de inflação dos Estados Unidos, sobre os próximos passos da política monetária americana.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou em baixa de 3,6% , cotado a US$ 4.133,30 por onça-troy . Já a prata para julho recuou 0,8% , para US$ 64.740 por onça-troy .

Em queda desde o início da manhã, após os ataques americanos contra o Irã na noite de terça-feira, 9, o ouro aprofundou as perdas no começo da tarde, quando tocou a mínimo desde novembro de 2025, a US$ 4.129,60 . O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que voltará a atacar o Irã nesta quarta-feira, alegando ter o direito de manter a ofensiva.

Mesmo em meio às incertezas, o ouro não conseguiu atrair uma demanda sustentada por ativos de segurança. Na avaliação de Phillip Nova, o movimento reflete preocupações inflacionárias, além de um dólar mais forte e da alta nos preços do petróleo, fatores que pesam sobre o sentimento em relação ao metal.

Do ponto de vista técnico, a corretora afirma que a queda do ouro abaixo da média móvel de 200 dias representa um sinal baixista. Na mesma linha, o MUFG avalia que o retorno estimulou novas vendas por parte dos investidores: “O metal precioso está agora cerca de 20% abaixo de seu nível pré-conflito, com pressão adicional de venda após os preços caírem abaixo de níveis importantes de suporte técnico”.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (IPC, na sigla em inglês) avançou em linha com o esperado, alcançando 4,2% na comparação anual em maio. Os números não alteram a expectativa do mercado para altas nas taxas de juros entre outubro e dezembro deste ano, conforme indica a ferramenta FedWatch, do CME Group.

*Com informações da Dow Jones Newswires