Geral

Bolsas da Europa fecham em queda com tensão entre EUA e Irã e expectativa pelo BCE

Investidores monitoraram riscos ao fornecimento global de energia e aguardam decisão de política monetária do Banco Central Europeu

Estadao Conteudo 10/06/2026
Bolsas da Europa fecham em queda com tensão entre EUA e Irã e expectativa pelo BCE
Bolsas europeias recuam em meio a tensão entre EUA e Irã - Foto: Ilustração de IA

As bolsas europeias fecharam majoritariamente no outono nesta quarta-feira, 10, pressionadas pela escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã e pela cautela dos investidores na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) .

O avanço do conflito no Oriente Médio manteve os mercados atentos aos riscos para a oferta global de energia e às possíveis implicações inflacionárias para a economia da região.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,27%, aos 10.254,81 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuperou 0,88%, para 24.218,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,51%, para 8.161,83 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,46%, para 50.029,17 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,06%, para 18.163,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 também recuou 0,06%, para 8.897,21 pontos. As cotações são preliminares.

Os mercados repercutiram uma nova troca de ataques entre Washington e Teerã. Segundo o MUFG, a escalada ameaça prolongar as restrições ao bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações globais de petróleo e gás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã. A Fox News informou ainda que a Casa Branca avalia novos ataques à infraestrutura iraniana.

Em paralelo, cresceram as expectativas para a reunião do BCE, marcada para esta quinta-feira. Analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, preveem alta de 25 pontos-base nas taxas de juros, diante do avanço da inflação em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (IPC, na sigla em inglês) avançou 0,5% em maio ante abril e 4,2% na comparação anual, em linha com o esperado.

Na Alemanha, o instituto DIW cortou pela metade sua projeção de crescimento para o país neste ano, para 0,5%.

Entre as ações, a Sanofi cedeu cerca de 0,9% após anunciar a interrupção de um estudo de fase avançada do medicamento experimental riliprubart. A easyJet também ficou no radar, com queda de 1,5%, depois que o Deutsche Bank destacou o potencial interesse da gestora Castlelake na companhia aérea.

Em Frankfurt, o Commerzbank recuperou 1,97%, após a notícia de que o UniCredit, que caiu 1,05%, elevou sua participação direta no banco alemão para 37,7%. O setor bancário perdeu 0,74%. Já o segmento de petróleo e gás, impulsionado pelo avanço da commodity, subiu 0,56%.

Com informações da Dow Jones Newswires.