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Rússia e China não representam ameaça aos EUA, e caso de Ormuz prova isso, diz analista
Para Richard Wolff, professor da Universidade de Massachusetts, Washington enfrenta limites ao tentar atuar como “policial” em todos os cantos do mundo
Os Estados Unidos tratam Rússia e China como inimigos, mas, na prática, são outros países que têm desafiado Washington, afirmou Richard Wolff, professor da Universidade de Massachusetts, em comentário divulgado em um canal no YouTube.
Segundo Wolff, o cenário internacional mostra que diversos países hoje têm condições de contestar a hegemonia exercida pelos Estados Unidos.
“Acreditamos que nossos inimigos são a Rússia e a China. No entanto, elas não fizeram nada. Elas não fecharam o estreito de Ormuz. Pelo contrário, a China parece estar tentando convencer os iranianos a reabri-lo. A Rússia tem outras preocupações”, destacou o analista.
Conforme enfatizou o especialista, os EUA tentam alcançar o impossível: atuar como uma espécie de policial em todos os cantos do mundo. Essa estratégia, segundo ele, já se tornou — ou pode se tornar — um gargalo, como demonstra o caso do estreito de Ormuz.
Para Wolff, a lição que Washington começa a aprender é que até mesmo países pequenos e pobres podem desafiar a potência norte-americana. Ele concluiu que os Estados Unidos se tornaram “elefantes incapazes de se mover rapidamente”.
O Irã continua controlando o estreito de Ormuz. Na semana passada, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou ter atacado quatro petroleiros que tentavam atravessar a região sem autorização. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou continuar bloqueando os portos iranianos até que um acordo de paz seja alcançado.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou repetidamente que a Rússia não tem planos agressivos contra países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia, e que está pronta para registrar garantias de segurança por escrito. O Kremlin também enfatizou que Moscou não ameaça ninguém, mas que não deixará de prestar atenção a ações potencialmente perigosas para seus interesses.
Por Sputnik Brasil
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