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STJ mantém prisão de Deolane em investigação sobre lavagem e suposto elo com PCC

Influenciadora está detida há 19 dias; defesa ainda não se manifestou sobre decisão unânime da Quinta Turma

Estadao Conteudo 09/06/2026
STJ mantém prisão de Deolane em investigação sobre lavagem e suposto elo com PCC
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, nesta terça-feira (9), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciada Deolane Bezerra. Com a decisão, ela seguirá presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Deolane está detido há 19 dias, após ser alvo da Operação Vérnix , liderada pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do PCC.

A defesa da influenciada, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., ainda não se manifestou sobre a decisão do STJ. O espaço permanece aberto para manifestação.

No fim de maio, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane, o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação visa a atuação de uma transportadora de valores em Presidente Venceslau, no interior paulista, nas proximidades da penitenciária federal da cidade. Segundo o pesquisador, a empresa teria movimentado R$ 327 milhões vinculados à facção criminosa.

Deolane nega enfaticamente qualquer relação com o PCC e afirma que “não é bandida”. Após a operação, Marcola também declarou que não conhece a influenciada e disse estar indignado com as declarações feitas pela Polícia Civil.

De acordo com a investigação, imagens e informações publicadas nas redes sociais de influenciadores, que reúnem cerca de 20 milhões de seguidores, indicam um padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico. Para os investigadores, esse padrão seria, em tese, incompatível com a capacidade financeira formalmente declarada, o que é considerado relevante na apuração de crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio.

A Operação Vérnix foi deflagrada por uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça. Segundo os responsáveis ​​pela investigação, há compromissos de laços estreitos entre influenciadores e membros da cúpula do PCC.

Além dos sete indiciamentos, a Polícia Civil pediu novas medidas à Justiça. Entre elas estão a ampliação do bloqueio de bens dos investigados e o compartilhamento das informações com a Polícia Federal, após a identificação de intenções de possíveis crimes tributários.