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A nova fronteira do agro: como o Brasil pode liderar a IA na agricultura

Especialistas apontam que soberania tecnológica, infraestrutura nacional de dados e investimentos robustos serão decisivos para o país avançar no setor.

09/06/2026
A nova fronteira do agro: como o Brasil pode liderar a IA na agricultura
Inteligência artificial pode impulsionar pesquisas e produtividade no agronegócio brasileiro. - Foto: © telegram SputnikBrasil

A inteligência artificial (IA) avança rapidamente sobre um dos setores mais estratégicos da economia mundial: a produção de alimentos. A aposta nessa tecnologia ocorre em um momento de crescente pressão sobre os sistemas agrícolas e coloca países como o Brasil diante de um desafio que vai além da eficiência produtiva: a soberania tecnológica.

Para o engenheiro Luiz Claudio Schara Magalhães, não é possível alcançar plena soberania digital sem desenvolver capacidades próprias em inteligência artificial. Segundo ele, embora o Brasil tenha avançado na construção de infraestrutura nacional para pesquisa e armazenamento de dados, como a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a IA exige uma base tecnológica muito mais complexa.

Magalhães avalia que o Brasil tem condições de liderar o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial voltadas ao agronegócio. No entanto, destaca que essa liderança depende não apenas de conhecimento científico, mas também de infraestrutura nacional de processamento e armazenamento de dados.

"Se a gente está usando uma infraestrutura que não é nossa, os nossos dados não estão sob nosso domínio", afirma o pesquisador.

Para ele, a capacidade de armazenar e processar dados em território nacional tornou-se uma questão estratégica, ligada à soberania tecnológica e até à segurança nacional, especialmente em áreas sensíveis e de grande relevância econômica, como a produção de alimentos.

O engenheiro também ressalta que a IA pode acelerar pesquisas, ampliar a produtividade e contribuir para aprimoramentos genéticos no campo. Mas, para isso, será necessário garantir investimentos robustos, planejamento de longo prazo e domínio sobre tecnologias consideradas essenciais para o futuro do agro.

Por Sputnik Brasil