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Equinor investe R$ 17,2 milhões em projeto para avaliar produção de biometano
Iniciativa busca transformar resíduos da cana-de-açúcar em biometano, com parcerias estratégicas e aporte de mais de R$ 26 milhões.
A Equinor anunciou um investimento de R$ 17,2 milhões em um novo projeto voltado para a maximização da produção de biometano a partir de resíduos da cana-de-açúcar, gerados pela indústria do etanol na Região Sudeste. O projeto, que integra uma área de biocombustíveis, conta com uma ampla rede de parceiros, incluindo a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), que irá aportar outros R$ 9,2 milhões, totalizando mais de R$ 26 milhões em recursos para 42 meses de pesquisa.
Denominado Res2Bio — sigla para "Resíduos para Biometano" —, o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) pretende avaliar o potencial de resíduos como bagaço de cana, palha e vinhaça, entre outros, para a produção de biometano.
O Res2Bio prevê etapas como a análise de diferentes métodos de pré-tratamento de resíduos, a combinação de diferentes tipos de resíduos para ampliar a geração de biogás e o aprimoramento da purificação do biogás, separando o metano de outros gases, de modo a atender aos padrões exigidos pelo mercado.
Participam do projeto do Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos (CP2B), da Unicamp, e do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Também colaboram investigadores da Universidade de Aalborg, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU) e do Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBIO).
O CP2B é um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) vinculado ao Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE), da Unicamp, cofinanciado pela Fapesp e desenvolvido em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas.
“Este projeto tem potencial para gerar valor significativo para o país e para a academia, e está alinhado ao nosso propósito de transformar recursos naturais em energia, sempre buscando a excelência”, afirma Andrea Achoa, diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Equinor.
O biometano é considerado um insumo estratégico para a transição energética, pois pode substituir o gás fóssil sem a necessidade de grandes adaptações na infraestrutura existente.
Ainda segundo Achoa, no caso do Res2Bio, a conversão de resíduos orgânicos provenientes da produção de etanol contribui para a redução das emissões de metano, que seriam liberadas na degradação desses resíduos.
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