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Ouro fecha em alta após acordo preliminar no Oriente Médio e dados dos EUA

Metal precioso retoma patamar de US$ 4.500 em sessão marcada por volatilidade e influência de indicadores americanos

28/05/2026
Ouro fecha em alta após acordo preliminar no Oriente Médio e dados dos EUA
Barra de Ouro - Foto: Reprodução

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira, 28, em alta, superando novamente o patamar de US$ 4.500, após uma sessão volátil marcada pela melhora no sentimento dos investidores diante de relatos sobre um acordo preliminar para o fim do conflito no Oriente Médio, mesmo com novos ataques registrados durante a madrugada. O mercado também avaliou uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos, incluindo dados de inflação, crescimento, indústria, emprego e moradia.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto avançou 1,14%, fechando a US$ 4.532,4 por onça-troy. A prata para julho também registrou alta de 1,4%, cotada a US$ 75.912 por onça-troy.

Durante as primeiras horas do dia, os metais preciosos chegaram a acumular perdas acentuadas, com o ouro atingindo o mínimo em dois meses, em meio a novos ataques “defensivos” dos Estados Unidos e retaliações do Irã. Essas ações impactaram os preços do petróleo, que dispararam, assim como o dólar e os rendimentos dos tesouros americanos, fatores que, aliados aos tempos inflacionários, pressionaram o ouro, conforme análise do Saxo Bank.

Entretanto, a notícia de um acordo preliminar entre os países envolvidos reverteu o cenário e impulsionou a valorização dos metais preciosos. Segundo informações da Axios, o tratado deve ter duração de 60 dias, evitando a extensão do cessar-fogo e a liberação do fluxo no Estreito de Ormuz, considerado um passo "necessário" para a normalização do setor energético, de acordo com a Capital Economics.

Outro fator de rompimento foi o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, que levantou menos do que o esperado, reduzindo parte da pressão sobre os metais, segundo a TD Securities. Para a Capital Economics, o resultado fornece mais tempo ao Federal Reserve (Fed) para avaliar os impactos do aumento dos preços de energia. Por outro lado, a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano ficou abaixo das expectativas do mercado.

Com informações de Dow Jones Newswires