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ICL aponta fraudes estruturais no mercado de combustíveis após nova fase da Carbono Oculto
Operação Fluxo Oculto revela sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração envolvendo fintechs e fundos de investimento.
O Instituto Combustível Legal (ICL) avalia que a Operação Fluxo Oculto , desdobramento do Carbono Oculto, evidencia o caráter estrutural das fraudes no mercado brasileiro de combustíveis e reforça a necessidade de atuação permanente e integrada das autoridades. Para a entidade, o cumprimento de 59 mandatos em cinco Estados, com suspeitas que incluem lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, uso de fintechs, fundos de investimento e adulteração de combustíveis, mostra que o combate à ilegalidade exige rastreabilidade financeira, fiscalização coordenada e fechamento de brechas regulatórias.
A ICL destaca como “expressivos” os dados preliminares da operação, especialmente a suspeita de que seis fintechs tenham movimentado mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025, incluindo depósitos em espécies e operações com criptoativos.
Na avaliação do instituto, os números indicam que o mercado ilegal não se limita à venda irregular na ponta, mas envolve uma cadeia sofisticada, com mecanismos financeiros complexos para ocultar recursos, blindar patrimônio e dar aparência de legalidade a práticas que prejudicam consumidores, empresas regulares e os cofres públicos.
A entidade também vê preocupação com a frente de investigação sobre o desvio da Nafta petroquímica e a possível adulteração de combustíveis, citando estimativa de sonegação de R$ 200 milhões em tributos em dois anos.
"Operações como a Fluxo Oculto mostram que o crime no setor de combustíveis atua em várias camadas: na adulteração do produto, na sonegação tributária, na abertura de empresas de fachadas e na lavagem de dinheiro por estruturas financeiras desenvolvidas. O Brasil avançou no combate a essas práticas, mas precisa seguir fortalecendo a fiscalização, a troca de informações entre órgãos públicos e a responsabilização de quem usa o mercado formal para esconder atividades ilegais", afirmou em nota o presidente da ICL, Emerson Kapaz.
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