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Desemprego sobe para 5,8%, mas mercado de trabalho mostra resiliência e renda cresce
Apesar do aumento na taxa de desocupação no trimestre, número de desempregados recua em relação ao ano anterior, e renda segue em alta.
A taxa de desocupação no trimestre encerrado em abril chegou a 5,8%, segundo a PNAD Contínua do IBGE, registrando uma alta em relação ao trimestre anterior, mas uma queda na comparação anual. O país contabilizou 6,3 milhões de desempregados, número 8% maior no trimestre, porém 11,3% menor em relação ao ano passado.
De acordo com a coordenadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy, o índice de desocupação é o mais baixo já registrado para trimestres encerrados em abril desde o início da série histórica.
Para ela, o mercado de trabalho segue resiliente, mesmo com a taxa Selic em 14,5% ao ano.
A pesquisa aponta que a população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve queda no trimestre, mas avanço anual. O nível de ocupação ficou em 58,4%. Segundo Beringuy, a demanda por trabalhadores permanece equilibrada entre setores formais e informais, o que sustenta o emprego.
A taxa de subutilização ficou em 13,8%, reunindo 15,7 milhões de pessoas — número estável no trimestre e 11,1% menor que há um ano. A população subocupada diminuiu, e o total de desalentados caiu para 2,6 milhões, uma retração de 15,3% em 12 meses.
A população fora da força de trabalho permaneceu em 66,5 milhões, mantendo estabilidade trimestral e leve alta anual. O IBGE ressalta que, mesmo com o crescimento da renda, as famílias continuam participando do mercado de trabalho para sustentar o consumo diante dos juros elevados.
O emprego formal se manteve estável: 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado e 13,3 milhões sem carteira. No setor público, houve alta anual de 3,4%, totalizando 12,9 milhões de ocupados.
O trabalho por conta própria atingiu 26 milhões de pessoas, com leve avanço em relação ao ano anterior. Entre os trabalhadores domésticos, houve queda de 4,7% na comparação anual. A taxa de informalidade recuou para 37,2%, o equivalente a 38,1 milhões de pessoas.
O rendimento real habitual ficou em R$ 3.732, estável no trimestre e 5,3% superior ao registrado há um ano. A massa de rendimentos chegou a R$ 377 bilhões, com alta anual de 6,5%. Os dados mostram que setores como tecnologia e serviços impulsionaram parte do avanço no emprego e na renda ao longo do período.
Por Sputinik Brasil
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