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Juro médio no crédito livre sobe para 49,5% em abril, aponta Banco Central

Taxas do cheque especial e do crédito pessoal também avançam; endividamento das famílias se mantém elevado

28/05/2026
Juro médio no crédito livre sobe para 49,5% em abril, aponta Banco Central
- Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A taxa média de juros no crédito livre registrou alta, passando de 48,3% em março para 49,5% em abril, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 28. Para efeito de comparação, em abril de 2023, a taxa era de 45,0%.

Entre as pessoas físicas, o juro médio do crédito livre oscilou de 61,5% para 63,0%. Já para as empresas, a taxa subiu de 24,8% em março para 25,3% em abril.

Cheque especial

A taxa do cheque especial avançou de 138,9% para 141,1% no período. No crédito pessoal total, a taxa passou de 54,8% para 57,1%.

Veículos

O juro médio para financiamentos de veículos permaneceu estável em 26,6%.

A taxa média do crédito total, que engloba operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), variou de 33,2% para 33,8%. Em abril de 2023, esse índice estava em 31,4%.

Indicador de Custo de Crédito (ICC)

O ICC subiu de 24,1% para 24,3%. O indicador mostra o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelos brasileiros em operações de crédito contratadas anteriormente e ainda em vigor.

Spread bancário

O spread médio em operações de crédito livre aumentou de 34,6 pontos percentuais em março para 35,9 pontos em abril. O spread representa a diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o valor efetivamente cobrado dos clientes finais.

No segmento de pessoa física, o spread médio passou de 47,5 para 49,2 pontos. Entre as empresas, subiu de 11,6 para 12,3 pontos. No crédito direcionado, o spread se manteve em 4,2 pontos, enquanto o spread do crédito total variou de 21,9 para 22,6 pontos.

Endividamento das famílias

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro oscilou para 49,8% em março, após atingir o pico histórico de 49,9% em fevereiro, segundo o Banco Central. Descontando as dívidas imobiliárias, o endividamento permaneceu em 31,4%, mesmo patamar do mês anterior.

O comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) recuou de 29,6% (revisado de 29,7%) para 29,3%. Sem considerar os empréstimos imobiliários, caiu de 27,2% (revisado de 27,4%) para 27,0%.