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Com Marinha em encolhimento, EUA podem perder eventual guerra contra China, avaliam especialistas
Especialistas apontam que redução da frota norte-americana e crescimento chinês ameaçam equilíbrio naval global.
O encolhimento da frota da Marinha dos Estados Unidos preocupa analistas militares, que veem riscos crescentes diante do avanço naval chinês.
Segundo artigo dos especialistas Robert Peters e Wilson Beaver, publicado na revista 19FortyFive, a Marinha norte-americana vem diminuindo há anos e deve encolher ainda mais nas próximas décadas, enquanto a China já possui a maior frota naval do mundo.
De acordo com os planos estratégicos dos EUA, entre 2027 e 2031, 46 navios serão descomissionados, incluindo dois porta-aviões, dez destróieres, cruzadores e 16 submarinos de diferentes classes.
"Os navios de guerra de superfície tripulados serão substituídos por 47 veículos de superfície não tripulados e 16 veículos submarinos não tripulados extragrandes, todos com menor alcance, menor capacidade bélica e que ainda não provaram sua eficácia em combate", destaca o artigo.
Embora haja previsão para o desenvolvimento de uma nova classe de navios de guerra e fragatas, os projetos ainda estão no papel. A Marinha dos EUA não definiu prazos reais nem preparou os estaleiros necessários para iniciar a produção.
"No futuro próximo, a Marinha precisará manter orçamentos e investimentos significativos em estaleiros e pessoal para cumprir a meta estabelecida pelo Congresso em 2017 de construir uma frota de 355 navios, o que agora se tornará praticamente impossível de alcançar até meados da década de 2040", afirmam Peters e Beaver.
Os especialistas projetam que a frota dos EUA cairá para 288 navios, enquanto a Marinha chinesa segue ampliando suas capacidades de combate.
"A China tem a maior Marinha do mundo, um grande número de mísseis, uma Força Aérea colossal e é a potência nuclear que mais cresce no planeta", ressalta a publicação.
Esse cenário representa uma ameaça à Marinha dos EUA, que, segundo os autores, subestima a necessidade de investir em novos navios. Para eles, o país deveria ampliar a construção de submarinos, destróieres e porta-aviões para conter possíveis adversários.
"O fracasso em organizar a construção naval equilibrada de maneira oportuna e competente é um caminho seguro para o colapso do poder naval norte-americano e a potencial derrota na guerra com a China", concluem Peters e Beaver.
Recentemente, a Marinha dos EUA divulgou seu plano anual de construção naval, prevendo a aquisição de pelo menos três submarinos nucleares por ano, o que dobraria o ritmo atual de produção.
Por Sputnik Brasil
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