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Bolsas asiáticas recuam após novos ataques entre EUA e Irã

Mercados reagem à escalada de tensões no Oriente Médio, com destaque para queda em Tóquio, Hong Kong e Sydney.

28/05/2026
Bolsas asiáticas recuam após novos ataques entre EUA e Irã
- Foto: Reprodução / internet

Por Sergio Caldas

As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira, 28, majoritariamente em baixa, refletindo a intensificação dos conflitos entre Estados Unidos e Irã. O aumento das tensões evidenciou a fragilidade do cessar-fogo, mesmo com negociações de paz em andamento, e elevou novamente os preços do petróleo.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,47%, fechando a 64.693,12 pontos, pressionado principalmente por ações dos setores de chips e metais.

O Kospi, de Seul, caiu 0,53%, para 8.185,29 pontos, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas. A decisão do banco central sul-coreano (BoK) de manter a taxa básica de juros em 2,5% manteve o mercado cauteloso, sobretudo diante da possibilidade de novos aumentos devido à perspectiva de inflação mais elevada causada pelo petróleo.

Em outros mercados da região, o Hang Seng teve queda de 1,27% em Hong Kong, fechando a 25.006,16 pontos, enquanto o Taiex, de Taiwan, recuou 1,40%, para 43.636,44 pontos.

Na China continental, o cenário foi de leves ganhos: o Xangai Composto avançou 0,12%, a 4.098,64 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 0,88%, a 2.859,88 pontos.

Segundo autoridades dos EUA, forças do Comando Central americano derrubaram quatro drones iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz, considerados ameaças iminentes. Além disso, militares dos EUA atacaram uma estação iraniana de controle terrestre em Bandar Abbas, que estaria prestes a lançar um quinto drone.

Em resposta, o Irã atacou uma base americana no Kuwait, em retaliação às ações recentes dos EUA. Os episódios se somam a outros ataques registrados no início da semana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã está "negociando no limite" e reafirmou que as eleições parlamentares de meio de mandato, previstas para novembro, não influenciarão sua decisão sobre um possível acordo para encerrar o conflito.

O recrudescimento das tensões impulsionou novamente o preço do petróleo. No final da madrugada, o Brent subia cerca de 2,5%, revertendo parte da queda de mais de 4,5% registrada na sessão anterior.

Na Oceania, a bolsa australiana acompanhou o movimento negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 recuou 1,43% em Sydney, fechando a 8.592,90 pontos.

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