Geral
Tereza Cristina defende agronegócio e cobra sensibilidade do governo para dívidas rurais
Senadora destaca importância do setor para economia e pede urgência na votação de projeto de renegociação
A senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (PP-MS), cobrou maior sensibilidade do governo para a renegociação das dívidas rurais. “A crise é séria e o governo tem de entender que esse é um setor essencial à economia brasileira e à segurança alimentar”, afirmou a parlamentar após a aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação das dívidas rurais e autoriza o uso do Fundo Social de recursos do Pré-Sal.
O projeto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta quarta-feira. Agora, o texto segue para o plenário do Senado e, posteriormente, retorna para análise da Câmara dos Deputados. A aprovação ocorreu mesmo com discordância do governo e a rejeição, pelos senadores, do substitutivo apresentado pelo Ministério da Fazenda.
A senadora Tereza Cristina defende a continuidade das negociações sobre o texto. “A perspectiva é de continuar as tratativas com o governo e avançar. Se isso não acontecer, não vamos chegar a lugar nenhum”, ressaltou.
Para Tereza Cristina, a aprovação representa o primeiro passo para solucionar um problema “gravíssimo”. “Hoje, temos problemas em todos os Estados brasileiros: perdas por eventos climáticos, perdas de receita, preços baixos das commodities. E o El Niño ainda vai trazer muita complicação climática ao Brasil este ano”, alertou. Segundo ela, a maior preocupação é com os produtores rurais que já não possuem garantias e, por isso, não conseguem renegociar suas dívidas.
No plenário, a senadora fez um apelo ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que o projeto seja pautado com urgência. “Precisamos trazer de volta ao plenário para que ele possa ir rapidamente à Câmara. O tempo é muito exíguo, porque as dívidas dos produtores vencem a partir de amanhã e existe uma angústia enorme dos produtores que ficarão inadimplentes”, justificou. “Peço, mais uma vez, a sensibilidade do senhor para que possamos votar isso o mais rápido possível”, reforçou Tereza Cristina.
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