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Keeta rebate governo e afirma cumprir regras de transparência após abertura de processo pela Senacon

Empresa de delivery contesta acusações do governo federal e reforça compromisso com transparência após abertura de processo administrativo.

27/05/2026
Keeta rebate governo e afirma cumprir regras de transparência após abertura de processo pela Senacon
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A empresa de delivery de alimentos Keeta divulgou nota nesta quarta-feira, 27, contestando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmando que cumpre as regras de transparência estabelecidas pela portaria da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), publicada em março.

“No processo de utilização da plataforma e no recibo disponibilizado ao consumidor em cada pedido, consta o valor total por ele pago e a indicação da parcela desse valor destinada à plataforma, à entrega, incluindo gorjetas, e ao estabelecimento comercial. Reforçamos nosso compromisso com a transparência, a responsabilidade e o diálogo aberto com as autoridades, os parceiros e a sociedade”, declarou o aplicativo em nota.

Mais cedo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou a abertura de um processo contra o iFood e a Keeta por suposto descumprimento da exigência de informar aos usuários dos aplicativos sobre o valor pago aos motoristas e o montante retido pelas plataformas.

“Segundo o levantamento e os relatórios da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública), a Uber tem cumprido e a 99 tem cumprido a transparência prevista na portaria. No entanto, o iFood e a Keeta seguem descumprindo sumariamente a portaria”, afirmou Boulos.

O ministro ressaltou que empresas como Uber e 99 estão atendendo à portaria e informando quanto do valor pago pelos consumidores é repassado aos motoristas e quanto fica com as empresas.

“Viemos aqui hoje anunciar a instauração de um processo administrativo sancionador contra essas duas empresas, que pode levar à aplicação de multa que, no valor máximo, chega a R$ 14 milhões. Então, essas empresas têm que oferecer transparência”, declarou o ministro.

O Broadcast Político também procurou o iFood, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta reportagem.