Geral
Eles estão entre nós: o aumento de milícias e facções nos bairros brasileiros
Relatório revela que mais de 68 milhões de brasileiros convivem com o domínio de grupos criminosos em suas comunidades.
Quase metade dos brasileiros com 16 anos ou mais autorizada a presença de milícias ou facções criminosas no bairro onde mora.
Segundo o relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 41,2% da população nessa faixa etária afirma conviver com grupos de violência organizados em suas comunidades.
O estudo aponta ainda que aproximadamente 68,7 milhões de pessoas vivem sob o poder territorial dessas organizações, que se expandem das capitais para o interior do país. Esse domínio impacta diretamente a economia local, com cobranças de taxas ilegais, monopólio de fornecedores e até o controle da internet por parte dos criminosos. Essas práticas afetaram significativamente o cotidiano dos moradores dessas regiões.
Para discutir os efeitos da presença contínua de milícias e facções nos bairros, Rafael Costa e Kaique Santos entrevistaram David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e Carolina Grillo, professora do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI).
O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80,5 FM.
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