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Bolsas europeias fecham sem direção definida em meio à cautela sobre tensões entre EUA e Irã

Sessão foi marcada por oscilações nos principais índices, influência do setor de tecnologia e expectativa sobre juros na Europa e nos EUA.

27/05/2026
Bolsas europeias fecham sem direção definida em meio à cautela sobre tensões entre EUA e Irã
Bolsas da Europa - Foto: Ilustração

As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira, 27, sem direção única, refletindo o clima de cautela diante dos desdobramentos das tensões entre os Estados Unidos e o Irã e a queda nos preços do petróleo. O setor de tecnologia, que iniciou o dia com desempenho robusto, perdeu força ao longo da sessão. Os investidores também avaliaram as perspectivas para os juros na Europa e nos EUA, em um dia de agenda vazia no continente.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,13%, fechando a 10.505,01 pontos. Em Frankfurt, o DAX registrou alta de 0,13%, a 25.217,96 pontos. O CAC 40, em Paris, subiu 0,43%, alcançando 8.207,89 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,64%, para 49.578,67 pontos. Já em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,49%, chegando a 18.381,10 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,65%, a 9.136,10 pontos. As cotações são preliminares.

No noticiário internacional, o mercado acompanhou de perto as negociações entre EUA e Irã após novos ataques ocorridos nesta semana. O Deutsche Bank avaliou que, apesar da ausência de avanços concretos recentes, as conversas “continuam no caminho certo”.

Pela manhã, a TV estatal iraniana chegou a divulgar que ambos os países chegaram a um rascunho de memorando de entendimento. No entanto, a informação foi posteriormente negada pela Casa Branca.

De acordo com a análise do Grupo Tickmill, a expectativa de progresso diplomático no Oriente Médio tem contribuído para uma melhoria no apetite por risco, reduzindo parte das preocupações macroeconômicas. Já o HSBC Private Bank reiterou a projeção de três aumentos de 25 pontos-base nas taxas de juros do Banco Central Europeu (BCE) em 2026. Nesta quarta-feira, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, destacou a necessidade de analisar os efeitos da guerra antes de decidir por um possível aperto nas taxas em junho.

No mercado afiliado, a AkzoNobel teve alta expressiva de quase 20% após recusar uma proposta de aquisição de 12,49 bilhões de euros feita pela Nippon Paint e Sherwin-Williams.

O setor automotivo também se destacou, impulsionado por dados que trouxeram avanços nos registros de carros novos na União Europeia. As ações da Renault subiram cerca de 4%, enquanto Stellantis (+4,2%), Volkswagen (+2,4%), Mercedes-Benz (+3,1%) e BMW (+2,3%) também registraram ganhos. O setor automotivo, como um todo, avançou aproximadamente 2,6%.

Nenhum segmento de tecnologia, ASML e Infineon iniciaram o dia em alta, mas encerraram o pregão com quedas próximas de 0,7% e 0,9%, respectivamente.

Com informações da Dow Jones Newswires