Geral
Altas em alimentação, habitação e saúde respondem por 95% do IPCA-15
Apenas três grupos foram responsáveis pela maior parte da inflação medida pelo IBGE em maio; energia elétrica e medicamentos tiveram forte impacto
Apenas três dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) responderam por quase toda a inflação registrada em maio, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os maiores aumentos foram observados em Alimentação e Bebidas (alta de 1,38%, impacto de 0,30 ponto porcentual), Habitação (alta de 1,03%, impacto de 0,15 ponto) e Saúde e Cuidados Pessoais (alta de 1,05%, impacto de 0,14 ponto). Juntos, esses três grupos representaram 95% do IPCA-15, que teve alta de 0,62% em maio, ante elevação de 0,89% em abril.
Alimentação e Bebidas
No grupo Alimentação e Bebidas, que subiu 1,38% em maio após alta de 1,46% em abril, a alimentação no domicílio registrou aumento de 1,73%, ante 1,77% no mês anterior. Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,51%, frente a 0,70% em abril.
Habitação
Os gastos com Habitação aceleraram de 0,42% em abril para 1,03% em maio. O destaque ficou para a energia elétrica residencial, que subiu 2,16% e exerceu a maior pressão individual sobre a inflação do mês, contribuindo com 0,09 ponto porcentual. O resultado reflete tanto a mudança para a bandeira tarifária amarela quanto reajustes em concessionárias de Fortaleza, Salvador e Recife. Segundo o IBGE, "em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos".
A taxa de água e esgoto avançou 0,13%, devido ao reajuste de 4,80% em Goiânia desde 1º de abril. O gás encanado aumentou 0,44%, puxado pelo reajuste médio de 3,00% no Rio de Janeiro a partir de 1º de maio.
Saúde e Cuidados Pessoais
Os gastos com Saúde e Cuidados Pessoais passaram de alta de 0,93% em abril para 1,05% em maio. As maiores pressões vieram dos itens de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%, ainda refletindo a autorização de reajuste de até 3,81% nos medicamentos desde 1º de abril) e planos de saúde (0,50%).
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