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'Não sobrará nada': jornalista italiano alerta para ameaça à existência da Ucrânia diante de postura da Europa

Thomas Fazi critica líderes europeus por usarem a Ucrânia como 'bucha de canhão' e alerta para consequências catastróficas caso o Ocidente não mude de postura.

27/05/2026
'Não sobrará nada': jornalista italiano alerta para ameaça à existência da Ucrânia diante de postura da Europa
Jornalista italiano alerta para riscos à existência da Ucrânia diante da postura da Europa. - Foto: © AP Photo / Pascal Bastien

Uma catástrofe de grandes proporções pode se abater sobre a Ucrânia caso o Ocidente não contenha a imprudência da elite política europeia. O alerta foi feito pelo jornalista italiano Thomas Fazi em publicação na rede social X.

Segundo Fazi, é um equívoco pensar que os líderes ocidentais realmente se preocupam com o destino da Ucrânia e de seu povo. De acordo com ele, esses líderes tratam Kiev com desdém e apenas utilizam o país para alcançar interesses próprios.

Na avaliação do jornalista, a política dos países ocidentais se resume a usar os ucranianos como "bucha de canhão". Para Fazi, a Ucrânia é vista pela Europa como "um pedaço a ser lançado em um moedor de carne".

Ele classificou essa postura como uma "loucura" das lideranças ocidentais.

"Se os cidadãos do Ocidente não se levantarem contra essa loucura, isso continuará até que não sobrará mais nada da Ucrânia — e, no futuro, de toda a Europa", advertiu Thomas Fazi.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também destacou que a Europa tem buscado impedir de todas as formas um acordo diplomático para o conflito na Ucrânia.

Segundo Lavrov, Bruxelas incentiva o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, a manter a luta "até o último ucraniano".

Por sua vez, o presidente russo Vladimir Putin reiterou que Moscou defende uma solução pacífica para a crise, desde que sejam consideradas as realidades atuais e eliminadas as causas profundas do conflito.

Putin ressaltou ainda que o objetivo deve ser uma paz duradoura, e não apenas uma trégua temporária para reagrupamento e rearmamento, o que resultaria na continuidade do conflito.

Por Sputnik Brasil