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AkzoNobel recusa oferta bilionária de Nippon Paint e Sherwin-Williams

Fabricante holandesa rejeita proposta de 12,5 bilhões de euros e reafirma fusão com Axalta Coating Systems

27/05/2026
AkzoNobel recusa oferta bilionária de Nippon Paint e Sherwin-Williams
AkzoNobel

A AkzoNobel, fabricante holandesa de tintas, anunciou nesta quarta-feira (27) a rejeição de uma proposta conjunta de aquisição apresentada pela japonesa Nippon Paint Holdings e pela americana Sherwin-Williams, no valor de cerca de 12,5 bilhões de euros. A empresa reafirmou seu compromisso com o plano de fusão com a Axalta Coating Systems.

De acordo com comunicado oficial, a oferta não vinculante previa o pagamento em dinheiro de 73 euros por ação da AkzoNobel, excluindo dividendos regulares e intermediários. A proposta foi recebida em 29 de abril e rejeitada pela companhia em 1º de maio.

A AkzoNobel informou que uma abordagem inicial, feita em 16 de abril, já havia sido recusada anteriormente em 22 de abril.

Pelos termos da proposta, a Nippon Paint lançaria uma oferta pública integral em dinheiro pela AkzoNobel. Após a conclusão da operação, a empresa japonesa ficaria com os negócios de tintas decorativas e revestimentos industriais, enquanto a Sherwin-Williams adquiria separadamente as divisões de revestimentos automotivos e especiais, marítimos e de proteção, além de tintas em pó.

Segundo a AkzoNobel, após análise com assessores financeiros e jurídicos, os conselhos de administração e supervisão concluíram que a proposta "não se qualificava, nem era razoavelmente esperado que se qualificasse, como uma 'Proposta Superior'" em relação ao acordo de fusão firmado com a Axalta em novembro de 2025.

A companhia destacou ainda que o preço indicativo "não chegou perto de refletir adequadamente o valor da AkzoNobel e suas perspectivas de longo prazo", além de haver "insuficiente segurança" quanto às aprovações regulatórias e à divisão dos ativos entre Nippon Paint e Sherwin-Williams.

Os conselhos da AkzoNobel reiteraram a recomendação unânime à fusão "entre iguais" com a Axalta, anunciada em novembro do ano passado. A operação deve criar uma gigante global do setor de tintas, com valor de mercado combinado estimado em cerca de US$ 17 bilhões.

Com informações da Dow Jones Newswires