Geral

PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas do INSS

Operação Sem Desconto mira fraudes em aposentadorias e pensões; ações ocorrem em quatro estados

27/05/2026
PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas do INSS
Operação Sem Desconto: PF e CGU investigam fraudes em descontos de benefícios do INSS.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. A investigação apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS, como aposentadorias e pensões.

De acordo com nota da corporação, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Notícias relacionadas:

“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que buscam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, destacou a PF.

>> Clique aqui e leia mais sobre a Operação Sem Desconto, na Agência Brasil

Em março, PF e CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto. Na ocasião, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entenda

Em abril de 2025, PF e CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram irregularidades em descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS.

A estimativa é de que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções à época.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no DF.