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PF investiga novas associações por desvios em aposentadorias do INSS

Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados em quatro estados e mira entidades suspeitas de descontos indevidos.

27/05/2026
PF investiga novas associações por desvios em aposentadorias do INSS
Polícia Federal - Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 27, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta etapa, a PF mira associações suspeitas de promover descontos indevidos em benefícios previdenciários, entidades estas que ainda não haviam sido alvo das fases anteriores da investigação.

Estão sendo cumpridas oito ordens cautelares de uso de tornozeleira eletrônica e 31 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba. Segundo a PF, não há parlamentares entre os investigados nesta fase.

Entre os alvos principais estão a Associação Amar Brasil Clube de Benefícios e seu ex-presidente, Felipe Macedo Gomes. Também figura na lista Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista, além de outras entidades. As defesas dos dois citados ainda não se manifestaram.

A PF também investiga o técnico do INSS Everaldo Felício de Macedo, suspeito de receber pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes — apontado como líder do esquema e conhecido como "Careca do INSS". A defesa de Macedo não se pronunciou até o momento. Outros ex-servidores do INSS também são alvos desta fase da operação.

A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF chegou a solicitar prisões, mas o ministro não autorizou a adoção dessa medida.

Esta nova etapa ocorre logo após uma mudança na coordenação do caso. O inquérito foi transferido da divisão de repressão a crimes previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF), resultando na substituição do delegado que vinha conduzindo as investigações. Esse delegado, da área previdenciária, havia solicitado no fim do ano passado a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República. Lulinha, porém, não é alvo desta fase.