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Mulher simula pedido de pizza ao 190 para denunciar agressor em São Paulo

Vítima usou código para pedir socorro à Polícia Militar e conseguiu acionar ajuda sem levantar suspeitas do agressor, que foi preso em flagrante.

26/05/2026
Mulher simula pedido de pizza ao 190 para denunciar agressor em São Paulo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Alerta: O texto a seguir aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você ou alguém que você conhece está passando por esse tipo de situação, ligue 180 e denuncie.

Uma mulher vítima de violência doméstica em São Paulo recorreu a uma tática inusitada para pedir socorro na última sexta-feira, 23. Durante a ligação para o 190, ela simulou um pedido de pizza, pois o agressor estava presente na residência e poderia impedir o pedido de ajuda.

"Oi, eu gostaria de pedir uma pizza", disse a mulher à atendente do Centro de Operações da Polícia Militar. Percebendo o contexto, a policial manteve o diálogo em tom discreto. "A senhora quer pizza de calabresa ou muçarela?", perguntou, até que a vítima conseguiu informar o endereço da ocorrência, no Jardim São Francisco, zona leste da capital.

Uma equipe do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) foi enviada ao local. Ao chegar, os policiais fizeram contato com a vítima dizendo que "a pizza havia chegado", conforme combinado. A mulher, visivelmente abalada, relatou que vinha sofrendo agressões do companheiro, que estava armado.

Segundo informações da PM, o suspeito agrediu a mulher com um revólver e utilizou um espelho para atacá-la. A filha da vítima, de apenas três anos, foi atingida por estilhaços e precisou ser encaminhada ao hospital para exames médicos.

O homem, de 32 anos, tentou fugir do imóvel, mas foi detido pelos policiais. Sua identidade não foi divulgada e não foi possível localizar sua defesa. A mulher recebeu acolhimento e foi levada para um local seguro. Na residência, a polícia encontrou a arma do agressor com a numeração raspada.

O suspeito foi encaminhado ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e posse ilegal de arma de fogo.