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Lula conversa com presidente da Bolívia e determina envio de ajuda humanitária

Presidente brasileiro atende pedido de Rodrigo Paz diante da crise e dos protestos no país vizinho

25/05/2026
Lula conversa com presidente da Bolívia e determina envio de ajuda humanitária
Presidente Lula determina envio de ajuda à Bolívia após conversa com Rodrigo Paz sobre crise e protestos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta segunda-feira (25), o envio de ajuda humanitária à Bolívia, que enfrenta uma onda de protestos. A decisão foi tomada após um telefonema do presidente boliviano, Rodrigo Paz, conforme informou o Palácio do Planalto.

De acordo com nota à imprensa, os dois presidentes trataram da situação humanitária provocada pelos protestos e bloqueios de estradas, que têm causado desabastecimento em diversas regiões do país.

Respeito às instituições

Lula destacou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Segundo o comunicado, o presidente defendeu que governo e movimentos sociais evitem a violência e priorizem o diálogo como caminho para superar divergências e preservar a paz social.

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O que ocorre na Bolívia

A Bolívia vive uma intensa onda de protestos e bloqueios de estradas, que nas últimas semanas se transformou em uma revolta popular com participação de camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais.

Desde dezembro de 2025, medidas do novo governo, que assumiu após quase 20 anos de hegemonia da esquerda, vêm gerando insatisfação. Um dos primeiros atos foi o decreto que retirou o subsídio à gasolina, seguido pela promulgação de uma lei sobre terras, criticada por camponeses e indígenas por supostamente favorecer grandes empresários do agronegócio. O governo, por sua vez, alegou que a lei buscava fortalecer a agricultura diante da crise econômica.

Após forte pressão popular, o presidente Rodrigo Paz revogou a lei na semana passada. Mesmo assim, os protestos continuam e vêm ganhando novas adesões.

A maior parte dos bloqueios ocorre nos arredores de La Paz, provocando escassez de alimentos, combustíveis e outros insumos nos mercados da capital.