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Caso Henry: julgamento é suspenso e será retomado nesta terça-feira

Julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros é interrompido após seis horas de sessão no Rio de Janeiro

25/05/2026
Caso Henry: julgamento é suspenso e será retomado nesta terça-feira
Julgamento do Caso Henry é suspenso após seis horas e será retomado nesta terça-feira no Rio.

Após cerca de seis horas de sessão, o julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros foi suspenso e será retomado nesta terça-feira (26) pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro. O primeiro dia foi marcado por debates técnicos e pedidos da defesa.

O réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho e padrasto do garoto de 4 anos, chegou a solicitar a destituição dos advogados, o que poderia provocar novo adiamento do julgamento, mas desistiu da estratégia.

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Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança, são acusados pela morte do menino, em 2021, após uma série de agressões. À época, Dr. Jairinho era vereador no Rio de Janeiro, exercendo o quinto mandato.

O réu voltou atrás na decisão, pois um novo adiamento resultaria também em sua transferência para a unidade prisional Bangu 1, de segurança máxima, onde estão líderes de quadrilhas sob regime de isolamento.

Atualmente, Dr. Jairinho está custodiado em Bangu 8, unidade menos rígida destinada a presos com nível superior.

Para esta terça-feira, estão previstos os depoimentos de três testemunhas de acusação, incluindo dois delegados e um médico legista. Segundo representantes da defesa e da acusação, a expectativa é de que o julgamento dure de cinco a sete dias.

Denúncia

De acordo com a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho teria espancado até a morte o menino Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, teria sido omissa, resultando na morte da criança.

Segundo o Ministério Público, em outras três ocasiões, em fevereiro de 2021, Jairo teria submetido o menino a sofrimento físico e mental, com uso de violência.

Jairo responde por homicídio qualificado, praticado com meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima, além de três episódios de tortura contra a criança.

Monique é acusada de homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

*Colaboração de Vladimir Platonow, repórter da TV Brasil