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DF arrecada R$ 1 bi com securitização, mas União ainda não responde sobre apoio ao BRB

Governo do Distrito Federal obtém recursos com venda de dívida ativa, mas aguarda aval do Tesouro Nacional para garantir empréstimo e salvar o Banco de Brasília.

25/05/2026
DF arrecada R$ 1 bi com securitização, mas União ainda não responde sobre apoio ao BRB
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1,017 bilhão na primeira fase do programa de securitização da dívida ativa. A medida integra o plano para cobrir o rombo causado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB), mas, até o momento, não foi suficiente para garantir a recuperação completa da instituição.

O DF havia se comprometido a realizar um aporte no BRB até sexta-feira (29) e segue em busca de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, o governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não respondeu ao pedido de garantia do Tesouro Nacional para a operação.

"A não resposta é uma resposta, mas nós estamos trabalhando com outras alternativas", afirmou o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, ao Estadão. "Não posso antecipar as tratativas que estamos tendo, só posso afirmar que estamos avançando com a operação. A qualquer momento, teremos uma definição."

Segundo Oliveira, o prazo está "bem encaminhado". Ele mencionou a declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que o cronograma legal não prevê uma data definitiva para a conclusão do processo.

O prazo formal para o BRB divulgar o balanço de 2025 encerrou-se em 31 de março. Informalmente, o governo do DF comunicou a Galípolo que o balanço e o aporte seriam publicados em 29 de maio.

"Como o presidente do Banco Central falou, não tem uma data definitiva, tem um prazo que nós pedimos e estamos avançando bem nesse prazo", reforçou Oliveira.

Até agora, o BRB recebeu R$ 1 bilhão com a venda de ativos do Banco Master, estruturados em um fundo pela gestora Quadra Capital. A carteira totaliza R$ 15 bilhões e, segundo integrantes do BRB, o valor auxiliou a conter a crise de liquidez da instituição.

Com a venda de parte da dívida ativa do DF ao BTG, o governo distrital arrecadou mais R$ 1,017 bilhão e espera alcançar R$ 4 bilhões até o fim da semana.

Por lei, os recursos da securitização só podem ser aplicados em áreas como saúde, educação, previdência e investimentos obrigatórios. Contudo, segundo o secretário de Economia, o valor já pode ser movimentado financeiramente pelo BRB, ajudando a liquidez do banco antes mesmo de ser gasto pelo DF no orçamento.

Oliveira informou ainda que o empréstimo junto ao FGC e a outros bancos segue em negociação. Caso o financiamento não seja viabilizado, o governo pretende utilizar o dinheiro da securitização como solução contábil para cobrir o déficit patrimonial do BRB, conforme explicou o Estadão.

"O Banco Central queria que nós, em um prazo mínimo, encontrássemos soluções para o banco e nós estamos encontrando", concluiu Oliveira.