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Impasse nuclear trava acordo entre EUA e Irã e aumenta pressão no Oriente Médio, diz mídia
Divergências sobre programa nuclear e alívio financeiro impedem avanço em negociações; países do Golfo e Israel exigem garantias de segurança.
Negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito na região enfrentam obstáculos devido ao impasse sobre o programa nuclear iraniano e as condições para o alívio financeiro a Teerã.
O avanço para um acordo perdeu ritmo após um fim de semana em que o presidente dos EUA, Donald Trump, alternou manifestações de otimismo e cautela, reiterando que não aceitará um entendimento "inadequado". Segundo mediadores, as divergências centram-se nas referências ao programa nuclear e nos detalhes do descongelamento de ativos iranianos.
A possibilidade de um acordo próximo provocou críticas de setores republicanos mais rigorosos, que temem que a reabertura do Estreito de Ormuz alivie a pressão econômica sobre o Irã sem impor restrições suficientes ao desenvolvimento nuclear do país. Em resposta, Trump declarou que o pacto será "ótimo e significativo, ou não haverá acordo".
As negociações visam estabelecer um memorando de entendimento que encerre os combates e suspenda restrições ao tráfego marítimo em 30 dias, abrindo caminho para uma segunda fase dedicada à questão nuclear. O alívio das sanções dependeria do progresso iraniano, segundo autoridades norte-americanas.
De acordo com a imprensa dos EUA, Washington exige compromissos claros sobre o programa nuclear desde o início das tratativas, enquanto Teerã reivindica detalhes sobre o descongelamento de ativos e o ritmo do alívio econômico. Mediadores relatam que os EUA temem que o Irã adie discussões nucleares após obter benefícios iniciais.
Apesar das tensões, ambas as partes enfrentam pressões internas e externas para chegar a um entendimento: Trump busca encerrar uma guerra impopular, que tem elevado o preço dos combustíveis, enquanto o Irã tenta aliviar uma crise econômica agravada pelo conflito e pelo bloqueio norte-americano. Países do Golfo apoiam o processo, mas exigem garantias de segurança e liberdade de navegação.
Segundo a mídia norte-americana, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos pressionam por cláusulas explícitas sobre o tráfego no estreito. O Irã aceitou isentar navios de taxas durante as negociações, mas pretende manter papel na gestão da via e discute a cobrança por serviços de trânsito e proteção. Israel, por sua vez, teme um acordo brando que reduza a pressão sobre Teerã e fortaleça o Hezbollah no Líbano.
Mediadores também destacam incertezas internas: o paradeiro e a atuação do líder supremo, Mujahidin Khamenei, permanecem indefinidos, enquanto Teerã acusa os EUA de instabilidade institucional e mudanças frequentes de posição, o que adiciona complexidade a um processo já frágil e sensível.
Por Sputinik Brasil
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