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Comprometimento de renda atinge 86,1% no 1º trimestre e afeta gastos com Copa, aponta pesquisa
Levantamento revela que maioria dos brasileiros pretende controlar despesas durante o torneio; endividamento e negativados também crescem.
O comprometimento de renda das famílias brasileiras alcançou média de 86,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo pesquisa da Equifax BoaVista em parceria com a Acordo Certo. O índice representa um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 81,1%.
Esse cenário tem impacto direto nos gastos relacionados à Copa do Mundo de 2026. De acordo com o levantamento, 62,3% dos entrevistados afirmam que não pretendem adquirir equipamentos eletrônicos para acompanhar os jogos, demonstrando cautela diante do orçamento apertado.
“O comprometimento de renda elevado reduz a capacidade de consumo das famílias mesmo em períodos tradicionalmente associados ao aumento de gastos, como a Copa do Mundo. O comportamento observado na pesquisa mostra um consumidor mais cauteloso, priorizando o equilíbrio financeiro e evitando despesas consideradas secundárias”, explica Bruno Gonzales, diretor de produtos de crédito da Equifax BoaVista.
A cautela também se reflete na forma de acompanhar o torneio: 91,6% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa. Apenas 5,3% planejam ir a bares, enquanto 3,1% devem participar de eventos específicos, como fan fests.
Entre os que já realizaram compras para a Copa, 61,1% afirmam não ter enfrentado complicações financeiras após os gastos. Entretanto, 30,8% relataram acúmulo de contas e 7,6% preveem dificuldades para manter as despesas em dia.
O estudo aponta ainda que o interesse em apostas relacionadas à Copa é baixo: só 11,1% dos entrevistados têm intenção de participar desse tipo de atividade.
Negativados e endividamento
O levantamento também traça um panorama do cenário financeiro das famílias no início de 2026. O endividamento total ficou em 37,6%, uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
No entanto, o número de brasileiros negativados aumentou: no primeiro trimestre de 2026, 60,8 milhões de pessoas estavam com restrições no CPF, alta de 6,9% em relação a 2025.
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