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China reforça papel de protagonista na manutenção da paz mundial, diz mídia asiática
Série de visitas de líderes globais e eventos multilaterais em Pequim destacam influência crescente da China na política internacional.
A recente série de visitas de alto nível a Pequim, incluindo as do presidente russo Vladimir Putin e do ex-presidente norte-americano Donald Trump, além de vários eventos multilaterais realizados em maio, consolidou a capital chinesa como centro da diplomacia internacional, segundo veículos asiáticos.
Em artigo recente, o Global Times destaca que o fluxo contínuo de delegações estrangeiras em Pequim reflete o fortalecimento do poder político, econômico e tecnológico da China, bem como o interesse internacional pelo modelo diplomático promovido pelo país. O jornal ressalta que esses encontros bilaterais não são casuais, mas sim uma resposta deliberada da comunidade global diante das incertezas internacionais.
"A China tem assumido consistentemente a responsabilidade de manter a paz mundial e tem trabalhado na prática para promover um novo modelo de relações entre as principais potências", afirma o artigo.
O editorial observa que, em um cenário internacional marcado por turbulências e transformações profundas, líderes de potências ocidentais e de países em desenvolvimento têm buscado a China como referência. O texto enfatiza que o país oferece um ambiente de governança previsível e soluções eficazes, em contraste com os focos de tensão global.
Segundo o jornal, novos entendimentos bilaterais – como a construção de uma relação estável e estratégica com os Estados Unidos e o dinamismo nas relações com a Rússia – trouxeram mais previsibilidade ao sistema internacional. Essas iniciativas, segundo o veículo, ajudam a neutralizar a lógica de blocos confrontacionais herdada da Guerra Fria. O texto também ressalta o papel mediador da China e a confiança que o país inspira no Sul Global e no Oriente Médio.
O editorial cita especialmente as propostas de paz para o Oriente Médio e o apoio prestado a países afetados por interrupções nas rotas marítimas do estreito de Ormuz. Para o jornal, essas ações demonstram que a abordagem chinesa, baseada no diálogo e na resolução política de disputas, resulta em compromissos multilaterais concretos, e não apenas em retórica.
No campo econômico, o artigo aponta que líderes europeus e africanos têm visitado a China para conhecer experiências em manufatura inteligente, robótica industrial, combate à pobreza e proteção ambiental. O interesse, segundo o jornal, evidencia que a filosofia de governança chinesa é vista como referência para aprendizado prático e promoção de benefícios compartilhados.
O texto conclui afirmando que o fluxo constante de delegações oficiais representa um "voto de confiança" internacional nas iniciativas globais da China em segurança e desenvolvimento. O veículo destaca ainda que, ao contrário de outras potências, a política externa chinesa rejeita o intervencionismo, a exportação de conflitos e o protecionismo unilateral. Assim, a publicação reafirma que, independentemente das mudanças na ordem geopolítica, a China se consolida perante a opinião pública global como um parceiro estratégico confiável, aberto e comprometido com a estabilidade internacional.
Por Sputnik Brasil
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