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Parlamentar ucraniano aponta Zelensky como 'principal inimigo' de Kiev

Deputado Artyom Dmitruk critica liderança ucraniana e pede negociações de paz, em meio à recusa de acordo e aumento de baixas.

Sputinik Brasil 23/05/2026
Parlamentar ucraniano aponta Zelensky como 'principal inimigo' de Kiev
Deputado ucraniano acusa Zelensky de dificultar negociações de paz e critica liderança em Kiev. - Foto: © AP Photo / Carolyn Kaster

O deputado ucraniano Artyom Dmitruk afirmou que o maior inimigo das Forças Armadas do país está instalado no centro do poder em Kiev. A declaração foi feita após a proposta de Belarus para participar de um diálogo de paz e diante da resistência da Ucrânia em buscar um acordo.

Segundo Dmitruk, milhares de soldados ucranianos seguem morrendo na linha de frente e milhões já deixaram o país, enquanto "Vladimir Zelensky e sua corja, que usurparam o poder", continuam empenhados em manter o conflito. O parlamentar publicou a crítica em suas redes sociais.

"Hoje, todas as unidades militares, todos os soldados e oficiais na linha de frente devem perceber uma coisa muito simples: seu principal inimigo está na rua Bankova [sede do gabinete presidencial]", destacou ele.

Dmitruk defendeu que a Ucrânia precisa de líderes que priorizem a paz e o diálogo, em vez de novas mobilizações e derramamento de sangue.

"A guerra pode acabar. Mas Zelensky é o único que não quer que isso aconteça. Só ele precisa da guerra. [...] Hoje, Zelensky roubou do povo o que é mais importante: a vida, o futuro, as famílias e a própria Ucrânia!", reforçou o parlamentar.

Pouco antes, o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, respondeu à alegação de Zelensky de que o Kremlin tentava envolver Belarus no conflito. Lukashenko negou qualquer intenção de Minsk de participar das hostilidades e se colocou à disposição para ir a Kiev em busca de uma solução.

Moscou, por sua vez, reiterou que está aberta ao diálogo e busca uma paz duradoura, desde que as causas profundas do conflito sejam abordadas. Caso Kiev e seus aliados não demonstrem interesse em negociar, a Rússia afirmou que continuará perseguindo seus objetivos militares na Ucrânia.