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Trump impõe prazo ao Irã e pode decidir sobre retomada da guerra até domingo
Presidente dos EUA afirma que avaliará proposta de Teerã antes de decidir sobre novos ataques; Paquistão intensifica esforços diplomáticos como mediador do conflito
Donald Trump estabelece ultimato ao Irã e pode definir novos rumos para o conflito em menos de 24 horas, enquanto o Paquistão atua para viabilizar acordo diplomático.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (23) que poderá decidir até domingo (24) se retomará a guerra contra o Irã. A afirmação foi feita em entrevista ao site Axios.
Trump informou que irá discutir com seus assessores a proposta mais recente apresentada por Teerã antes de tomar uma decisão, estabelecendo um prazo informal de menos de 24 horas para o desfecho das negociações. "Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos", afirmou Trump ao Axios, em tom de ultimato ao governo iraniano.
Segundo o Wall Street Journal, durante reunião com autoridades de segurança nacional realizada em 22 de maio, Trump não tomou uma decisão formal sobre novos ataques, mas indicou que deseja conceder mais tempo para que a diplomacia produza resultados. Mesmo assim, analistas avaliam que o cenário pressiona a Casa Branca.
"Trump parece mais ansioso por sair do conflito do que o Irã, então ou ajusta suas expectativas sobre o que Teerã pode oferecer ou reinicia a escalada militar, mas sem um objetivo estratégico claro", avaliou Nate Swanson, ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional para o Irã, ao jornal.
Também neste sábado, Trump deve realizar uma rodada de contatos diplomáticos com líderes da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Paquistão. As conversas são vistas como uma estratégia para ampliar o apoio regional e aumentar a pressão para que o Irã flexibilize sua posição nas negociações.
Mais cedo, o Exército do Paquistão informou que as conversas realizadas nas últimas 24 horas registraram avanços "encorajadores" rumo a um entendimento final sobre o conflito. Em comunicado, os militares paquistaneses relataram que o chefe do Exército, marechal Syed Asim Munir, manteve reuniões "altamente produtivas" em Teerã com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e outras autoridades, incluindo Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e um dos principais negociadores do país.
O Paquistão tem atuado como principal intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros diplomáticos na tentativa de construir um acordo.
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