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Epidemia de ebola coloca dez países africanos em alerta, aponta agência
Surto na República Democrática do Congo preocupa autoridades regionais e internacionais; variante Bundibugyo é resistente a vacinas e tratamentos existentes.
Dez países africanos, além da República Democrática do Congo (RDC), estão sob ameaça de serem afetados pelo vírus ebola, conforme alerta emitido neste sábado (23) pela Agência de Saúde da União Africana (África CDC).
"Temos dez países em risco" de serem afetados, afirmou Jean Kaseya, presidente da África CDC, durante coletiva de imprensa.
Os países em risco são: Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Tanzânia, Etiópia, Congo, Burundi, Angola, República Centro-Africana e Zâmbia.
Na RDC, já são quase 750 casos suspeitos e 177 mortes sob investigação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país, com cerca de 100 milhões de habitantes, enfrenta uma epidemia que, segundo a OMS, "se espalha rapidamente".
Esta é a 17ª epidemia de ebola registrada na RDC e, de acordo com Kaseya, "é a segunda maior que temos conhecimento no mundo".
O ebola provoca uma febre hemorrágica grave e mortal. Apesar de ter causado mais de 15 mil mortes na África nos últimos 50 anos, o vírus é menos contagioso que a covid-19 ou o sarampo.
Sem vacina ou tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual, as autoridades apostam em medidas de barreira e detecção rápida para tentar conter a disseminação.
Risco nacional e regional
Segundo a OMS, o risco de disseminação do surto de ebola registrado na RDC e em Uganda é considerado alto em nível nacional e regional, mas permanece baixo no restante do mundo.
O alerta foi emitido em meio à preocupação com o avanço da doença na África Central. Estima-se que o surto já tenha provocado mais de 130 mortes suspeitas e pode durar pelo menos mais dois meses, segundo integrantes da equipe da OMS no Congo.
Na terça-feira (19), a OMS já havia demonstrado preocupação com a "escala e velocidade" da disseminação do vírus, classificando o episódio como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, medida que exige resposta coordenada entre diferentes países.
O surto envolve uma variante rara do vírus, conhecida como Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Especialistas explicam que a doença circulou por semanas sem ser detectada, já que autoridades locais investigavam inicialmente outra cepa mais comum do ebola, cujos testes deram negativo.
Com o aumento dos casos, moradores do leste do Congo relatam alta nos preços de máscaras e produtos desinfetantes. Equipes de saúde e organizações humanitárias intensificam as medidas de contenção para evitar a propagação do vírus.
O virologista Jean-Jacques Muyembe informou que o Congo aguarda o envio, pelos Estados Unidos e Reino Unido, de doses experimentais de uma vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford para diferentes tipos de ebola. Os testes devem avaliar a eficácia do imunizante contra a variante Bundibugyo.
Com informações de agências internacionais.
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