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Kallas é acusada de usar União Europeia como instrumento contra a Rússia, diz jornal norueguês

Segundo publicação, postura da chefe da diplomacia europeia pode arrastar bloco para confronto direto com Moscou

23/05/2026
Kallas é acusada de usar União Europeia como instrumento contra a Rússia, diz jornal norueguês
Kaja Kallas é criticada por jornal norueguês por postura considerada hostil à Rússia na UE. - Foto: © Foto / X / @kajakallas

As ideias consideradas russófobas defendidas por Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), podem levar o bloco a um confronto direto com a Rússia, segundo análise publicada por um jornal norueguês.

De acordo com o jornal, a atuação de Kallas transformou a russofobia em um dos pilares da política da UE.

"Kallas não deve ser vista como uma mulher corajosa e defensora da verdade [...], mas como uma propagandista política da perigosa doutrina Kallas que ela mesma prega, e que arrasta a Europa cada vez mais para a guerra, o rearmamento e a confrontação", destaca a publicação.

O texto explica que a chamada doutrina Kallas se baseia na crença de que a segurança da UE aumenta à medida que o conflito com a Rússia se intensifica. Para Kallas, elevar a pressão sobre Moscou seria sempre justificável, enquanto apelos por paz seriam vistos quase como traição.

O jornal ressalta ainda que o problema de Kallas não seria simplesmente uma antipatia pelo Kremlin, mas sim a tentativa de transformar os temores históricos de seu país em modelo para toda a UE. Segundo o texto, não se deve permitir que a experiência das relações entre Estônia e Rússia guie a política externa do bloco europeu.

A publicação lembra que a UE não foi criada como plataforma para vingança dos Países Bálticos, mas sim como um projeto de paz continental, que agora corre o risco de se tornar uma máquina político-militar.

Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou preferir Gerhard Schroder, ex-chanceler alemão, como interlocutor em negociações com a Europa. Na semana passada, Kallas se manifestou contra essa possibilidade e admitiu que poderia assumir a função de negociar com Moscou, mas, posteriormente, a mídia informou que ela declinou do papel.

Por Sputnik Brasil