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Renovação de blindados até 2040 deve impulsionar indústria, mas há risco de obsolescência

Plano do Exército prevê compra e modernização de 2.100 veículos, aquecendo setor de defesa, mas especialistas alertam para desafios tecnológicos.

22/05/2026
Renovação de blindados até 2040 deve impulsionar indústria, mas há risco de obsolescência
Blindados do Exército Brasileiro: renovação prevista até 2040 pode impulsionar setor, mas traz desafios tecnológicos. - Foto: © telegram SputnikBrasil

O Exército Brasileiro atualizou seu Portfólio Estratégico, projetando a aquisição e modernização de aproximadamente 2.100 veículos blindados até 2040. O programa contempla modelos como Guarani, Centauro II, Guaicurus e Cascavel, além de viaturas de socorro e obuseiros autopropulsados, com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional das Forças Armadas.

Segundo o Exército, a iniciativa busca também impulsionar a indústria de defesa nacional, promovendo transferência de tecnologia, qualificação de mão de obra, geração de empregos e dinamização da cadeia produtiva. O projeto é considerado um potencial motor de crescimento econômico e de futuras exportações no setor.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor Hélio Caetano Farias destacou que a previsibilidade do programa "estimula os investimentos produtivos, a geração de empregos qualificados, o adensamento das cadeias de fornecedores, a ampliação da capacidade de exportação e o fortalecimento da relação entre indústria, universidades e Forças Armadas".

Farias também ressaltou que a modernização beneficiará diferentes tipos de tropas do Exército, como forças de fronteira, unidades de prontidão e forças de presença estratégica. Ele citou o blindado Guarani como exemplo de veículo versátil, utilizado inclusive em ações humanitárias durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.

Por outro lado, o capitão da reserva da Marinha do Brasil Robinson Farinazzo alertou que, apesar da relevância dos blindados, o avanço de tecnologias como drones pode diminuir sua eficácia em cenários de combate futuros. Segundo ele, o Brasil poderá precisar revisar o planejamento até 2040, considerando as rápidas mudanças tecnológicas no campo de batalha.

Por Sputnik Brasil