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Renan Calheiros propõe que FGC cubra prejuízo de fundos de Previdência no Banco Master
Projeto do senador alagoano amplia proteção do FGC para depósitos de fundos de previdência afetados por rombo no Banco Master, incluindo RPPS e entidades estaduais e municipais.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou nesta semana um projeto de lei que busca ampliar a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a depósitos realizados por Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e entidades de previdência complementar do Distrito Federal, de Estados e de municípios no Banco Master.
A proposta altera a Lei 9.710/1998, incluindo um artigo que prevê "cobertura integral aos depósitos, a qualquer título, dos Regimes Próprios de Previdência Social e de Previdência Complementar do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, especificamente, no conglomerado do Banco Master".
O texto determina ainda que essa garantia não fique restrita aos limites estabelecidos atualmente pela Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 4.222/2013.
Segundo Renan Calheiros, a medida visa resguardar as instituições previdenciárias que teriam cometido o "equívoco" de aplicar parte de seus recursos no banco, citando um "imbróglio" envolvendo desvio de recursos e indícios de corrupção.
A proposta ressalta, contudo, que não pretende isentar gestores públicos de investigação e eventual responsabilização em casos de dolo ou má-fé.
Após ser protocolado na Mesa Diretora do Senado, o projeto aguarda o despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para tramitar nas comissões. Ainda não há previsão de data para esse encaminhamento.
Investimentos
Conforme divulgado pela Broadcast/Estadão em novembro, dados do Ministério da Previdência apontam que 18 fundos de pensão de servidores públicos investiram cerca de R$ 1,8 bilhão em títulos do Banco Master, de Daniel Vorcaro, preso sob acusações de fraude bancária.
Essas instituições adquiriram letras financeiras emitidas pelo Master, instrumentos que impulsionaram o crescimento do banco após o Banco Central endurecer as regras para captação via Certificados de Depósito Bancário (CDBs) destinados a investidores pessoa física — até então, principal fonte de recursos da instituição.
A maior exposição está concentrada na entidade de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. O Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão nesses papéis, emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.
O segundo maior impacto recai sobre o fundo de pensão do Estado do Amapá (Amprev), que, segundo o Ministério da Previdência, possui R$ 400 milhões em títulos do banco. A entidade — que tem entre seus conselheiros o advogado Alberto Alcolumbre, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre — também investiu outros R$ 250 milhões em letras financeiras do Banco de Brasília (BRB), operação considerada irregular, já que a compra de títulos de bancos públicos é proibida para entidades de previdência de servidores.
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