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Lula afirma que criará Ministério da Segurança Pública em até 15 dias após PEC

Presidente condiciona criação da nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado e faz apelo a Davi Alcolumbre.

22/05/2026
Lula afirma que criará Ministério da Segurança Pública em até 15 dias após PEC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada, criará o Ministério da Segurança Pública em até 15 dias. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Sem Censura , da TV Brasil.

Com essa medida, o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública, liderado por Wellington César Lima e Silva e responsável pelas políticas de segurança e combate ao crime organizado, seria desmembrado.

Lula aprovou para fazer um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando que a PEC — de autoria do Executivo e já aprovada na Câmara — seja pautada para votação.

“Se essa PEC for aprovada no Senado, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública”, garantiu Lula. "Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente Davi Alcolumbre para que coloque em votação a PEC da Segurança, pois esse país precisa resolver definitivamente o problema de segurança."

O presidente reconheceu que "o povo tem razão de ter desconfiança e de estar amedrontado" e classificou como um "erro" a Constituição de 1988 ter atribuído aos Estados "poder total" sobre a segurança pública. “Alguns governadores não querem que a gente aprove uma PEC, porque não querem que a gente se envolva”, acrescentou.

Lula também avaliou que seu terceiro mandato é “diferente” dos anteriores, destacando mudanças no cenário político nacional e internacional. “O mundo político no Brasil e no mundo de 2026 não é o de 2010”, afirmou, acrescentando que considera seu terceiro mandato “infinitamente mais produtivo que os outros dois”.

"O mundo é diferente, mais nervoso, mais irritado, mais polarizado. Isso não acontece só no Brasil. Nos Estados Unidos, democratas e republicanos, há 20 anos, conviviam como se fossem parceiros; só havia disputa na época eleitoral", concluiu.