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Diretora de Inteligência dos EUA renuncia ao cargo por motivo pessoal em meio à crise com Irã

Tulsi Gabbard deixa o comando da inteligência americana para acompanhar tratamento do marido, enquanto tensões com o Irã aumentam.

22/05/2026
Diretora de Inteligência dos EUA renuncia ao cargo por motivo pessoal em meio à crise com Irã
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI, na sigla em inglês), anunciou nesta sexta-feira, 22, sua renúncia à carga. A decisão ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e ao monitoramento da recuperação militar do Irã após recentes ataques transitórios por Washington e Israel. A saída será efetivada em 30 de junho.

Em carta encaminhada ao presidente dos EUA, Donald Trump, e divulgada por ele na Truth Social, Tulsi explicou que deixa o governo para acompanhar o tratamento do marido, Abraham Williams, publicado com "uma forma extremamente rara de câncer ósseo".

“Neste momento, preciso me retirar do serviço público para estar ao lado dele e apoiá-lo integralmente nesta batalha”, escreveu.

Ela ressaltou ainda que “não pode, em sã consciência”, continuar no cargo enquanto o marido enfrenta o tratamento.

Donald Trump elogiou a atuação de Tulsi Gabbard, afirmando que ela "fez um trabalho incrível" à frente da comunidade de inteligência americana. "Sentiremos sua falta", disse o presidente em publicação em sua rede social. Segundo Trump, o atual vice-diretor principal do DNI, Aaron Lukas, assumirá interinamente o comando da agência.

A mudança na liderança ocorre em um momento sensível para a segurança nacional dos EUA. Avaliações recentes da inteligência americana, obtidas pela CNN, indicam que o Irã já retomou parte da produção de drones durante o cessar-fogo iniciado em abril e reconstruiu capacidades militares em ritmo mais acelerado do que o previsto por Washington.

As análises apontam que Teerã trabalha para recompor instalações de lançamento de mísseis e sistemas militares direcionados no conflito. Fontes ouvidas pela emissora afirmaram ainda que o programa militar iraniano sofreu um enfraquecimento relevante, mas "não foi destruído".