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Quando o perigo senta ao lado: a complexidade da violência entre estudantes

Casos de violência escolar mais do que triplicam em dez anos e desafiam políticas de prevenção; especialistas analisam impactos e soluções.

Sputnik Brasil 22/05/2026
Quando o perigo senta ao lado: a complexidade da violência entre estudantes
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A violência nas escolas brasileiras deixou de ser apenas um alerta pontual para se consolidar como uma crise crônica.

Em apenas uma década, os casos de violência mais do que triplicaram: saltaram de 3,7 mil em 2013 para alarmantes 13,1 mil em 2023, segundo levantamento nacional da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A violência física liderou as ocorrências, respondendo por metade dos registros, seguida de perto pela violência psicológica (23,8%) e sexual (23,1%). O estudo ainda mostra que, em 35,9% dos episódios, o agressor era alguém do círculo de convivência da vítima, como um amigo ou conhecido, o que revelava a complexidade do problema dentro do próprio ambiente escolar.

Diante desse quadro preocupante, a recente regulamentação da Lei nº 14.164/2021, assinada em abril, inclui no currículo da educação básica conteúdos voltados à prevenção da violência, reforçando o papel da escola como espaço não apenas de aprendizagem, mas também de proteção.

Para discutir os impactos da violência escolar na saúde de alunos e professores, Rafael Costa e Kaique Santos recebem Thaís Dias Luz Borges Santos, coordenadora-geral de acompanhamento e combate à violência nas escolas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (SECADI/MEC); e Veridiana Parahyba Campos, socióloga com pós-doutorado em andamento no Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP), e pesquisadora do Projeto Observatório de Direitos Humanos em Escolas (PODHE), também da USP.

O conteúdo está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80,5 FM.