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Ex-premiê polonês critica reação da UE a fala de líder húngaro sobre energia russa

Leszek Miller aponta hipocrisia da União Europeia ao tratar declarações sobre compra de gás russo

22/05/2026
Ex-premiê polonês critica reação da UE a fala de líder húngaro sobre energia russa
Ex-premiê polonês critica resposta da UE à fala de líder húngaro sobre energia russa. - Foto: © AP Photo / Denes Erdos

As declarações do primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, sobre combustíveis russos expuseram a hipocrisia da União Europeia (UE), afirmou o ex-primeiro-ministro da Polônia, Leszek Miller, em publicação na rede social X.

Miller reagiu à declaração feita na quinta-feira (21) por Magyar, que afirmou que a UE voltará a comprar gás da Rússia assim que o conflito na Ucrânia chegar ao fim.

Segundo o ex-premiê polonês, quando Viktor Orbán, então primeiro-ministro da Hungria, abordou o mesmo tema, a reação foi de forte indignação: "Ele foi chamado de 'agente do Kremlin', acusado de 'destruir a unidade do Ocidente' e de adotar 'retórica pró-Rússia'", relembrou Miller.

"Quando o novo líder húngaro faz uma declaração como essa, ela é vista como 'um prenúncio do realismo político que se espalha cada vez mais pela Europa'", destacou Miller.

O ex-premiê ressaltou ainda que, na política, o mais relevante não é o que se diz, mas quem diz.

Miller concluiu que a Europa começa a encarar a realidade: empresas dependem de energia, e não de motivações morais, enquanto as contas de gás seguem aumentando, independentemente dos discursos oficiais.

Em entrevista anterior à Sputnik, o embaixador russo na Hungria, Yevgeny Stanislavov, afirmou que a Rússia não pressiona a Hungria a cooperar no setor energético. Segundo ele, os contratos de longo prazo para fornecimento de gás são vantajosos para os consumidores húngaros, e uma decisão contrária da Hungria seria "sem bom senso".

Vale lembrar que Viktor Orbán já declarou diversas vezes que a Rússia é responsável por garantir a segurança energética da Hungria e que, segundo ele, pessoas sensatas não trocam um fornecedor confiável por outro menos confiável.

Por Sputnik Brasil