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Durigan afirma que GDF não tem capacidade de pagamento, mas mantém diálogo aberto

Ministro da Fazenda destaca gravidade da situação do BRB e diz que governo federal está aberto a conversas com o Distrito Federal.

21/05/2026
Durigan afirma que GDF não tem capacidade de pagamento, mas mantém diálogo aberto
Ministro Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Ao reconhecer a gravidade da crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Governo do Distrito Federal (GDF) atualmente não possui capacidade de pagamento. Apesar disso, Durigan negou que o governo federal esteja fechado ao diálogo.

“É uma situação grave o que aconteceu ali (no BRB), você tirou o recurso do banco para comprar papel que não valia nada. Uma decisão tomada pela administração do banco com o governador, as autoridades do GDF. Isso é um problema grave que está sendo apurado”, declarou Durigan em entrevista à CNN Brasil.

Segundo o ministro, até a posse da nova governadora Celina Leão (PP), não houve qualquer solicitação de reunião com o Ministério da Fazenda. “Então, se houve gelo durante dois, três anos, houve gelo do DF em relação à União”, pontuou Durigan.

“Eu liguei para a governadora do DF para falar do ICMS importação, para pedir que o DF aderisse. Ela aproveitou e falou que queria conversar sobre o BRB. Eu disse, olha, eu não tenho nada sobre a minha mesa, não tenho nenhum pedido sobre a minha mesa, eu não tenho o que avaliar. Foi quando ela disse que então faria um pedido e faria um pedido de reunião. Acho que isso tem chegado, chegou um pedido do Ministério da Fazenda.”

Na sequência, Durigan reforçou que o GDF não possui atualmente o Capag, a capacidade de pagamento necessária para contrair empréstimos com aval do Tesouro Nacional. “Mas eu não estou fechado ao diálogo. Muito ao contrário, eu não estou dando resposta política, eu estou dando resposta técnica a uma questão que é grande, que nunca foi trazida ao Ministério da Fazenda e ao governo federal”, explicou.

O ministro concluiu: “Estou conversando com o Banco Central, disposto a conversar com o GDF para achar o melhor caminho, privilegiando o interesse público, que é o que me preocupa”.