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Ciro Nogueira defende investigação isenta sobre Flávio Bolsonaro no caso Master
Senador do PP-PI afirma que todos devem ser investigados sem privilégios, critica vazamentos seletivos e diz confiar no trabalho da PF e do MP.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou defender o colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao comentar, nesta quinta-feira (21), as investigações do caso Master e do empresário Daniel Vorcaro. Flávio chegou a citar Ciro como possível vice em sua chapa presidencial no início do ano.
Em entrevista à TV Clube, Ciro afirmou que todos os envolvidos devem ser investigados sem privilégios e declarou confiar no trabalho da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público.
"Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo", disse o senador, defendendo que qualquer responsabilização só ocorra após análise das provas.
Ciro Nogueira destacou a necessidade de romper com práticas de proteção política a investigados e reforçou que casos de corrupção ou irregularidades precisam ser tratados com imparcialidade. "Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção", afirmou.
O senador também apontou um possível direcionamento político na divulgação de trechos das investigações e criticou o que chamou de "vazamentos seletivos", alegando que nomes da oposição estariam sendo mais expostos.
"Se for comprovada alguma coisa ilícita que possa manchar a minha honra, eu jamais vou voltar para o meu estado com alguma mácula no meu mandato", declarou.
Questionado sobre os possíveis impactos políticos para a candidatura de Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira lembrou que o cenário político brasileiro já passou por reviravoltas mais profundas, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como exemplo. "Nós já tivemos no país um presidente da República que ficou preso 500 dias e hoje é o presidente da República", ressaltou.
Ciro Nogueira é suspeito de receber uma mesada de R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de favorecimento político ao Banco Master.
Repasse de R$ 14 milhões é alvo de investigação
Mais cedo, a imprensa revelou que a PF investiga o repasse de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, para uma empresa registrada em nome de familiares do senador.
De acordo com a PF, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. movimentou R$ 14,2 milhões em 2024 por meio da Athena Real Estate Ltda., ligada a imóveis suspeitos de serem operados pelo grupo Refit.
Em nota, o senador afirmou que os valores referem-se à venda regular de um terreno em Teresina. A defesa de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar, não se manifestou.
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