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Demanda por crédito mantém resiliência no 1º trimestre de 2026, aponta Banco Central
Pesquisa do BC revela que, apesar de restrições na oferta e aumento da inadimplência, procura por crédito segue firme e expectativa é de alta em vários segmentos no segundo trimestre.
As instituições financeiras participantes da mais recente Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira, apontaram que a demanda por crédito permaneceu resiliente no primeiro trimestre de 2026. A expectativa é de crescimento em grande parte dos segmentos no segundo trimestre.
De acordo com as instituições, a oferta de crédito foi considerada restritiva nos três primeiros meses do ano, reflexo de fatores ligados ao aumento do risco. Para o período de abril a junho, a percepção é de que a oferta ficará ainda mais restrita.
A pesquisa traz uma análise das condições do crédito bancário no Sistema Financeiro Nacional (SFN) durante o 1º trimestre de 2026 e apresenta projeções para o 2º trimestre.
Segundo os participantes, o crédito direcionado ajudou a mitigar os impactos contracionistas da oferta, especialmente para micro e pequenas empresas, e a expectativa é que esse movimento continue no próximo trimestre.
Os bancos também relataram que inadimplência e risco superaram as expectativas em todos os segmentos entre janeiro e março. Para os próximos três meses, espera-se nova elevação generalizada desses indicadores.
Grandes empresas
No 1º trimestre, as instituições financeiras observaram aumento na restrição da oferta de crédito em relação ao fim de 2025. Esse cenário, porém, foi parcialmente compensado pela concorrência bancária e pelo crédito direcionado. Para o segundo trimestre, a tendência é de manutenção desse quadro, com destaque para o impacto da inadimplência.
Micro, pequenas e médias empresas (MPME)
Entre micro, pequenas e médias empresas, os fatores relacionados à inadimplência se agravaram no período, levando à redução da tolerância ao risco em comparação ao final de 2025. O crédito direcionado, entretanto, ajudou a suavizar esses efeitos. Entre abril e junho, espera-se que a inadimplência e a tolerância ao risco continuem restringindo o acesso ao crédito, enquanto o crédito direcionado seguirá atuando como fator atenuante.
Consumo das famílias
A PTC indica que, no início de 2026, houve maior restrição na oferta de crédito para as famílias, motivada pela piora no comprometimento de renda e pelo aumento da inadimplência. Para o segundo trimestre, a perspectiva é de que esses fatores, aliados a uma redução mais acentuada da tolerância ao risco, tornem o ambiente ainda mais restritivo.
Habitação
No início de 2026, as condições de oferta de crédito habitacional ficaram mais restritas, principalmente devido ao custo de funding, ao comprometimento de renda do consumidor e à tolerância ao risco. A captação de novos clientes ajudou a mitigar essa restrição. Para os próximos três meses, a expectativa é de intensificação desse cenário, com ampliação dos efeitos negativos associados à renda, à tolerância ao risco e à inadimplência.
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