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Marcola, líder do PCC preso há quase 30 anos, é alvo de novo mandado de prisão
Chefe do PCC, Marcola é novamente investigado em ação do MP-SP e Polícia Civil contra lavagem de dinheiro. Influenciadora Deolane Bezerra também é alvo.
Marco Willians Herbas Camacho , conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), é um dos principais alvos da Operação Vérnix , realizada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Embora seja alvo de novo mandado de prisão, Marcola já está encarcerado de forma ininterrupta desde 19 de julho de 1999. Antes disso, foi preso três vezes e conseguiu fugir em todos os benefícios, o que reforçou a necessidade de vigilância máxima em sua custódia. A defesa do líder do PCC não foi localizada até o momento.
Além de Marcola, seu irmão e dois sobrinhos também cumpriram mandados de prisão expedidos, assim como a influenciada digital e advogada Deolane Bezerra , detida em sua residência em Barueri, na Grande São Paulo, após retornar de viagem à Itália. A defesa de Deolane ainda não se manifestou.
19 presídios em 26 anos
Desde 1999, Marcola passou por 19 presídios estaduais até ser transferido para o sistema penitenciário federal, em fevereiro de 2019, devido a investigações sobre ameaças à segurança pública.
Em 2023, já detido em um presídio federal de Rondônia, foi novamente transferido após o MP-SP descobrir um plano de resgate. Desde então, as decisões judiciais sucessivas mantêm Marcola no sistema federal, sob regras de isolamento.
Quem é Marcola
Nascido em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Marcola é filho de pai boliviano e mãe brasileira. Sua trajetória criminosa começou ainda na infância, com pequenos furtos na região central da capital paulista. Foi nesse ambiente que conheceu Cesar Augusto Roris , o Cesinha, um dos fundadores do PCC e responsável por sua entrada na facção.
Conhecido também pelo apelido de “Playboy”, por sua preferência por roupas de marca e tênis importados, Marcola assumiu o comando do PCC em 2002, segundo as autoridades, após um conflito interno na organização.
Apesar das acusações, Marcola nega perante a Justiça ser o líder do PCC. Ele já foi condenado a mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa.
Em dezembro de 2023, a Justiça de São Paulo cerrou um processo contra 161 investigados por suposta ligação com o PCC. A denúncia, apresentada em setembro de 2013, ficou praticamente parada por 12 anos e prevista. No dia 2 de dezembro, o juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara de Presidente Venceslau, determinou a prescrição e determinou a extinção da punibilidade dos denunciados. A encerramento deste processo, no entanto, não altera a pena que Marcola já cumpre.
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