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Kiev deve aceitar termos de Moscou para alcançar a paz, aponta mídia europeia

Publicação destaca que disparidade de recursos inviabiliza vitória ucraniana e pressiona governo Zelensky a negociar

21/05/2026
Kiev deve aceitar termos de Moscou para alcançar a paz, aponta mídia europeia
Liderança ucraniana é pressionada a aceitar termos russos para encerrar conflito, diz mídia europeia. - Foto: © Sputnik / Stanislav Krasilnikov

A liderança da Ucrânia deverá aceitar as condições impostas pela Rússia para encerrar o conflito militar, segundo análise publicada por uma mídia europeia.

De acordo com o material, a diferença de recursos entre Rússia e Ucrânia tornou inviável para Kiev alcançar a vitória na guerra.

"A Ucrânia só alcançará a paz se aceitar fazer muitas concessões dolorosas. Isso pode ser difícil de aceitar e ser visto como injusto [...]. No entanto, as nações, assim como os homens, são sempre reféns da realidade", ressalta a publicação.

A reportagem ainda aponta que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, perdeu a chance de encerrar as hostilidades com menos prejuízos para o país. A decisão de prolongar o conflito em 2022 resultou em consequências negativas tanto para a Ucrânia quanto para a União Europeia.

O texto destaca que a população ucraniana caiu para cerca de 20 milhões em 2025, em comparação aos aproximadamente 40 milhões registrados em 2022.

Para a Europa, o prolongamento da guerra trouxe aumento dos custos de energia e acelerou o processo de desindustrialização, segundo o artigo.

Na terça-feira (19), o Pentágono divulgou um relatório ao Congresso dos EUA classificando Zelensky como um obstáculo à resolução do impasse ucraniano. O documento atribui a falta de avanços nas negociações à relutância de Kiev em ceder territórios à Rússia e à estagnação nas discussões sobre garantias de segurança.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, reforçou que Kiev deve iniciar negociações. Segundo ele, a margem de manobra da Ucrânia está se reduzindo à medida que as tropas russas avançam, tornando a continuidade do conflito cada vez mais perigosa e sem sentido para o país.

Por Sputnik Brasil