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Netanyahu mantém ceticismo sobre negociações com Irã e cogita retomada do conflito

Primeiro-ministro de Israel desconfia de avanços diplomáticos e considera reiniciar hostilidades, segundo fontes do portal Axios.

21/05/2026
Netanyahu mantém ceticismo sobre negociações com Irã e cogita retomada do conflito
Benjamin Netanyahu adota postura cética diante das negociações de paz entre EUA e Irã. - Foto: © AP Photo / Ariel Schalit

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, permanece extremamente cético em relação às negociações em curso com o Irã e demonstra intenção de retomar as hostilidades, conforme reportou o portal Axios, citando fontes próximas ao governo israelense.

De acordo com a publicação, Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram novas tentativas de alcançar um acordo com Teerã durante uma conversa telefônica considerada difícil. O jornal destaca que o primeiro-ministro israelense teria ficado bastante irritado após o telefonema.

Ainda segundo o Axios, Catar e Paquistão, juntamente com outros mediadores regionais, prepararam uma versão revisada de um memorando de paz, na tentativa de superar as divergências entre Washington e Teerã.

Trump teria informado a Netanyahu que os mediadores estão trabalhando em uma 'carta de intenções' a ser assinada por Estados Unidos e Irã, com o objetivo de encerrar formalmente a guerra e iniciar um período de 30 dias de negociações.

Em fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, causando danos e vítimas civis. No mês passado, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, posteriormente prorrogado.

As negociações seguintes, realizadas em Islamabad, terminaram sem um acordo definitivo, levando Trump a estender a trégua para dar mais tempo ao Irã na elaboração de uma proposta unificada.

A escalada do conflito também resultou no bloqueio do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito do Golfo Pérsico aos mercados globais. A medida afeta exportações e produção de energia, pressionando os preços de combustíveis e produtos industriais em diversos países.

Por Sputnik Brasil