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União Europeia acumula perdas bilionárias após abandonar energia russa

Decisão de reduzir importação de petróleo e gás da Rússia elevou custos e impactou economia do bloco, segundo diplomata russo.

20/05/2026
União Europeia acumula perdas bilionárias após abandonar energia russa
Redução das importações de energia russa gera perdas bilionárias à União Europeia. - Foto: © Sputnik / Aleksei Maishev / Acessar o banco de imagens

A União Europeia (UE) já registra perdas que podem chegar a US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) após reduzir drasticamente a compra de matérias-primas e hidrocarbonetos russos, segundo Dmitry Birichevsky, diretor do Departamento de Cooperação Econômica do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

De acordo com o diplomata, a decisão do bloco europeu de abandonar petróleo e gás russos provocou um aumento significativo nos custos energéticos, já que a UE passou a adquirir recursos de outros fornecedores por valores mais altos.

"Eles já perderam muito. Vi estimativas que chegam a US$ 1 trilhão. A renúncia às matérias-primas e aos hidrocarbonetos russos gerou perdas devido ao aumento dos preços e à necessidade de comprar mais caro de outras fontes", afirmou Birichevsky à Sputnik.

O representante russo também relacionou os prejuízos ao ataque de 2022 contra os gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2, além das próprias decisões da União Europeia para reduzir sua dependência energética da Rússia.

Moscou sustenta há anos que os países ocidentais cometeram um "erro estratégico" ao abrir mão dos hidrocarbonetos russos. Segundo o governo russo, essa escolha aumentou a dependência europeia de intermediários e elevou os custos de energia para empresas e consumidores.

Em março, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que poderia ser mais vantajoso para a Rússia interromper antecipadamente o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) ao mercado europeu e direcionar esforços para novos mercados emergentes.

Putin ainda afirmou que as sanções e políticas de contenção impostas pelo Ocidente contra Moscou fazem parte de uma estratégia de longo prazo, mas acabaram causando impactos negativos na própria economia global.

Por Sputnik Brasil