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Amiga de Lulinha nega repasse de dinheiro do 'Careca do INSS'
Empresária Roberta Luchsinger depõe à PF e afirma que pagamentos recebidos de lobista não foram repassados a Fábio Luís Lula da Silva
A empresária Roberta Luchsinger negociou com a Polícia Federal, nesta quarta-feira (20), transferiu valores para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após receber pagamentos do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
De acordo com as investigações, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. A defesa da empresária afirma que os valores são referentes a serviços de consultoria ligados à regulação do mercado de canabidiol no Brasil, descartando qualquer repasse, direto ou indireto, ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Roberta confirmou ter apresentado Lulinha ao lobista, mas ressaltou que o encontro ocorreu apenas em “contexto social”. A Polícia Federal apura a chamada farra do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), investigando um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi solicitada pela PF em janeiro e autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Documentos preliminares da investigação apontam a possibilidade de Lulinha ter recebido uma mesada de R$ 300 mil ligada ao esquema, o que é negado por ele.
Na decisão que autorizou a quebra de sigilo, Mendonça determinou que os provedores preservassem e-mails e arquivos vinculados ao filho do presidente. O ministro conduz não apenas o inquérito sobre fraudes no INSS, mas também o caso do Banco Master, ampliando o alcance das investigações.
Antunes está preso desde 12 de setembro de 2025, suspeito de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos associativos em aposentadorias do INSS.
Segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), entre 2016 e setembro de 2024, mais de 7,6 milhões de pessoas foram vítimas de descontos indevidos em benefícios — o que representa 22% das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência.
Antunes é apontado como principal intermediário do esquema fraudulento, sendo sócio de diversas empresas utilizadas para receber recursos descontados irregularmente de aposentados e pensionistas.
De acordo com a Polícia Federal, pessoas físicas e jurídicas ligadas a Antunes receberam mais de R$ 53 milhões diretamente das entidades associativas ou por meio de suas empresas.
Por Sputnik Brasil
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