Geral

Academia onde morreu professora após aula de natação retoma atividades em SP

Unidade reabre apenas área de musculação após decisão judicial; piscina segue interditada enquanto investigação sobre morte por intoxicação continua.

16/05/2026
Academia onde morreu professora após aula de natação retoma atividades em SP
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A unidade Parque São Lucas da C4 GYM, onde a professora Juliana Bassetto Faustino, de 27 anos, morreu após uma aula de natação, voltou a funcionar neste sábado, 16.

Segundo confirmação feita ao Estadão, apenas a área de musculação está liberada para uso. A academia informou ainda que as aulas de pilates têm previsão de retorno para 1º de junho.

O local estava fechado desde fevereiro, logo após a morte da professora.

A reabertura foi autorizada por decisão liminar da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. A academia recorreu, alegando ilegalidade na interdição e citando uma lei municipal que impede sanções a imóveis em processo de regularização.

A decisão judicial, contudo, permite somente o funcionamento das áreas secas, mantendo a piscina interditada.

Entenda o caso

A unidade foi fechada após a morte de Juliana, cuja principal suspeita é intoxicação por cloro utilizado na limpeza da piscina.

A professora passou mal cerca de 15 minutos após o início da aula de natação. Outros frequentadores, incluindo o marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, também precisaram de socorro.

Vinicius permaneceu oito dias internado e recebeu alta em 16 de fevereiro. Em vídeo gravado na UTI, ele relatou ter sentido sufocamento e ardência no peito enquanto estava na piscina.

De acordo com a Polícia Civil, a piscina recebia diariamente a quantidade de cloro recomendada para uma semana inteira.

A mistura que teria causado o mal-estar foi realizada por Severino Silva, 43, ajudante-geral que, segundo relato à polícia, recebia orientações dos proprietários por mensagens de celular e não possui formação técnica para manipular produtos químicos.

A morte de Juliana segue sob investigação.

A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão temporária dos sócios da academia. A polícia alegou que Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração teriam tentado descaracterizar o local e demoraram a colaborar, o que poderia prejudicar as investigações. No entanto, a juíza Paula Marie Konno entendeu que não havia justificativa para a medida extrema de prisão.