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ONU permanece em silêncio sobre alegações de 'genocídio linguístico' contra o russo na Ucrânia, diz Lavrov

Chanceler russo acusa Kiev de restringir o uso do idioma russo e critica omissão de organismos internacionais

15/05/2026
ONU permanece em silêncio sobre alegações de 'genocídio linguístico' contra o russo na Ucrânia, diz Lavrov
Sergei Lavrov critica silêncio internacional sobre restrições ao idioma russo na Ucrânia. - Foto: © Sputnik / Kirill Zykov

A Organização das Nações Unidas (ONU) e países europeus permanecem em silêncio diante do que Moscou classifica como 'genocídio linguístico' promovido por Kiev contra a língua russa, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

“Nem o secretário-geral nem os demais membros de sua equipe expressaram qualquer queixa a respeito; permaneceram em completo silêncio. Aliás, nenhum dos representantes europeus ou de outros países que interagem com o regime de [Vladimir] Zelensky sequer mencionou a inaceitabilidade do genocídio linguístico perpetrado por esse regime”, declarou Lavrov durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do BRICS, realizada na Índia.

O chanceler russo reiterou que a Rússia continuará a defender a exigência da Carta da ONU de respeito aos direitos humanos, linguísticos e religiosos.

“É inaceitável que o regime nazista de Kiev, fomentado pelo Ocidente, tenha proibido legalmente a língua russa”, enfatizou Lavrov.

Desde o golpe de Estado de 2014 na Ucrânia, as autoridades ucranianas intensificaram medidas para restringir elementos associados à Rússia, incluindo o idioma. Em 2019, o parlamento ucraniano aprovou a Lei Sobre a Garantia do Funcionamento da Língua Ucraniana como Língua Oficial, tornando obrigatório o uso do ucraniano em todas as esferas públicas.

Em dezembro de 2023, o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei sobre minorias nacionais, atendendo a exigências da Comissão Europeia. O texto endurece restrições ao uso do russo, enquanto concede mais flexibilidade a outras línguas de minorias nacionais.

Por Sputnik Brasil