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Berkshire Hathaway amplia participação na Alphabet, investe na Delta Air e reduz posição na Exxon
Empresa liderada por Greg Abel faz mudanças expressivas no portfólio após saída de gestor e reforça apostas em tecnologia e aviação
A Berkshire Hathaway elevou de forma significativa sua participação na Alphabet no primeiro trimestre de 2024 e iniciou uma nova posição na Delta Air Lines, enquanto reduziu ou encerrou investimentos relevantes em empresas como Mastercard, Visa, Aon e UnitedHealth Group. A companhia também diminuiu sua expressiva fatia na Chevron.
As alterações no portfólio foram detalhadas em um relatório trimestral 13-F, divulgado logo após o fechamento do mercado na sexta-feira (17).
Este foi um dos períodos mais movimentados da história recente do portfólio de ações da Berkshire. A empresa aparentemente vendeu a maior parte dos ativos acumulados pelo gestor Todd Combs, que administrava cerca de US$ 15 bilhões de um total superior a US$ 300 bilhões. Combs deixou a Berkshire em dezembro para assumir um cargo de investimentos no JPMorgan Chase.
Com as mudanças, a Berkshire aumentou sua participação na Alphabet para quase 58 milhões de ações em 31 de março, ante cerca de 18 milhões no final do ano anterior. O investimento está avaliado em aproximadamente US$ 23 bilhões.
Na Delta Air Lines, a Berkshire adquiriu quase 40 milhões de ações, marcando uma nova participação que agora vale cerca de US$ 3 bilhões. Após o anúncio, as ações da Delta reagiram positivamente, registrando alta de 3% no after-market, cotadas a US$ 72,45.
No primeiro trimestre, a Berkshire vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações e comprou US$ 16 bilhões, conforme relatório 10-Q de 2 de maio, que não detalhou as operações individualmente.
As aquisições de Alphabet e Delta representaram a maior parte das compras da Berkshire, enquanto as vendas abrangeram diversos papéis.
A Chevron foi destaque entre as vendas, com a redução de aproximadamente 46 milhões de ações, restando 84 milhões no portfólio. O valor atual da posição é de cerca de US$ 16 bilhões, e estima-se que a Berkshire tenha vendido cerca de US$ 8 bilhões em ações da petroleira no trimestre.
Entre as novas aquisições, a Berkshire iniciou uma posição de 3 milhões de ações da Macy's, avaliada em torno de US$ 55 milhões, e triplicou sua fatia no New York Times, chegando a 15 milhões de ações, o que representa mais de US$ 1 bilhão.
A companhia também aumentou sua participação nas ações classe A da Lennar para 10 milhões, ante 7 milhões no trimestre anterior.
Essas mudanças refletem a saída de Todd Combs e a decisão da Berkshire de ampliar a autoridade de investimento de Ted Weschler, que agora administra cerca de 6% do portfólio de ações, acima dos 5% registrados em 2025.
Greg Abel, novo CEO que sucedeu Warren Buffett no fim do ano, supervisiona o portfólio. Buffett permanece como presidente do conselho (chairman) e também pode tomar decisões estratégicas sobre os investimentos da empresa.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Tribuna do Sertão
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