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'É importante ajudar cientistas a empreenderem', diz diretor de fundação de amparo à pesquisa
Dirigentes de fundações destacam desafios para transformar pesquisa em inovação e ressaltam a necessidade de internacionalização do conhecimento brasileiro.
Transformar conhecimento científico em inovação é um dos principais desafios do Brasil, que ainda enfrenta a saída de cientistas para o exterior e a necessidade de internacionalizar a produção nacional.
Durante o debate Academia, Inovação e Internacionalização: O Papel das Faps, pesquisadores à frente de fundações de amparo à pesquisa destacaram a importância de transformar conhecimento em iniciativas inovadoras que impactem a sociedade.
"É importante ajudar cientistas a empreenderem. O Brasil é o 14º país em produção científica, mas o 52º em inovação", afirma Carlos Oliveira, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Uma das estratégias apontadas pelas fundações é o estímulo à troca de conhecimento entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Diversos editais têm sido abertos para fomentar parcerias internacionais. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por exemplo, criou a Fapesp Week, uma série de seminários internacionais em países como Alemanha, França e Inglaterra, para promover a colaboração entre cientistas do Brasil e do exterior. Atualmente, a Fapesp mantém 45 acordos internacionais com países-chave para a ciência global.
"Normalmente, o impacto é muito maior quando trabalhamos com outros países", afirma Carlos Graeff, diretor-presidente da Fapesp. O pesquisador ressalta ainda a necessidade de aproximar a fundação do setor privado. "Os acadêmicos e as universidades se sentem muito à vontade na Fapesp; as empresas, ainda não. Esperamos que, em alguns anos, as empresas se tornem nossos parceiros", analisa.
Entre as iniciativas apoiadas pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) está o Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado pela Fundação Araucária, do Paraná.
O programa oferece recursos para pesquisas de cientistas brasileiros que atuam no exterior. "O programa aproveita a potencialidade e atuação do pesquisador brasileiro que está fora, em posições importantes, e queiram colaborar com pesquisadores no Paraná em sinergia de pesquisa", explica Maria Zaira Turchi, diretora de Cooperação Internacional do Confap.
Carlos Oliveira, da Fapemig, destaca que o Brasil possui grande potencial para avançar na internacionalização e pode se tornar referência para outros países. "Entendemos que o Brasil atrai pouco e poderia atrair muito mais cérebros latino-americanos e asiáticos", opina.
Festival nos CEUs no fim de semana
O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até esta sexta-feira, 15. O evento reúne mais de 2 mil palestrantes, brasileiros e estrangeiros, em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia.
No fim de semana, o festival promove eventos paralelos gratuitos em quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo, em parceria com a Prefeitura. São eles: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar). Não é necessário inscrição; o acesso será por ordem de chegada, sujeito à lotação. A programação reúne nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo em debates e experiências imersivas.
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